Regiões e Bacias Hidrográficas

 

Região Hidrográfica do rio das Ostras

A Região Hidrográfica do rio das Ostras dista cerca de 155 km do Rio de Janeiro. Tomando como ponto de partida a capital o melhor caminho para atingi-la é através da BR-101, seguindo-se nesta rodovia até a vila de Rio Dourado, situada pouco depois da cidade de Casemiro de Abreu. Em Rio Dourado toma-se a estrada RJ-162 e, após cerca de 4,4 km nesta via cruza-se o divisor de águas entre as bacias dos rios São João e das Ostras.   

A Região reúne a bacia do rio das Ostras, que possui uma superfície de cerca de 135 km2, mais um conjunto de microbacias litorâneas cuja área é de 22 km2, totalizando 157 km2 de área total e 75 de perímetro. A maior distância leste-oeste da bacia é de 21 km e a maior norte-sul é de 16 km. 

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O conjunto de microbacias litorâneas estende-se desde a praia de Costa Azul até os limites com a bacia da lagoa de Imboassica, que por suas vez integra a área do Consórcio Intermunicipal Macaé - Lagoa Feia. O limite se localiza na extremidade sul da praia do Mar do Norte, mais ou menos em frente em frente à Pedra do Viana.  Nas microbacias litorâneas estão as lagoas de Iriri, Salgada e Itapebussus e alguns córregos que cortam a Fazenda Itapebussus e deságuam direto nas praias. 

A Região Hidrográfica do rio das Ostras confronta-se a oeste com a bacia do rio São João, ao norte com a bacia do rio Macaé e a leste com a bacia da lagoa de Imboassica. É cortada pelas rodovias RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto) e RJ –162 (Rio Dourado-Rio das Ostras).

Dois municípios compartilham as terras da região hidrográfica, conforme se observa no quadro abaixo.

PARTICIPAÇÃO TERRITORIAL DOS MUNICÍPIOS – RH RIO DAS OSTRAS

Município

Área na Bacia (km2)

% da Bacia

Casimiro de Abreu

12

7,5

Rio das Ostras

145

92,5

Total

157

100

As terras pertencentes a Casemiro de Abreu estão à oeste da estrada RJ-162, estendendo-se até o povoado de Palmeiras e pelas áreas circunvizinhas a Reserva Biológica União, no extremo noroeste da bacia.  O território do município de Rio das Ostras, além da bacia do rio de mesmo nome, abriga parte de três outras bacias hidrográficas. A do rio São João, representada pela sub-bacia da vala do Medeiros, que drena a porção oeste da cidade e o extremo sul do município; a bacia do rio Macaé, representada pela parte superior do rio Purgatório e dois de seus afluentes - rios Jundiá e Iriri – que tem o mesmo nome dos formadores do rio das Ostras, onde estão as localidades de Rocha Leão e Jundiá, abrangendo a região noroeste do município, e por fim a bacia do rio Imboassica, incluindo seu principal afluente, o córrego Trindade, abarcando os povoados de Trindade e Mar do Norte, a nordeste do município.

Na região hidrográfica está, além de grande parte da cidade de Rio das Ostras, os povoados de Cantagalo, Iriri e Âncora. No tocante ao município de Casemiro de Abreu, destaca-se apenas o povoado de Palmeiras, localizado as margens da RJ-162. A economia é baseada na exploração de petróleo em alto mar, no turismo e veraneio, na construção civil e na pesca.

Chuvas

Apesar de pequena, a bacia do rio das Ostras apresenta duas regiões climáticas. Na maior parte da bacia, incluindo o litoral, a média anual de chuvas oscila entre 1.000 a 1.500mm. Ela é superior somente na região noroeste da bacia, onde são registradas precipitações da ordem de 1.500 - 2.000mm.

 

Relevo

O relevo da bacia apresenta pequenas serras, morros e colinas dispostas como que ilhas em uma grande baixada que domina a paisagem. As serras encontram-se na parte norte da bacia. O ponto culminante situa-se na serra Seca, e tem pouco mais de 610 metros de altura. O principal maciço é formado por um conjunto de elevações com altitudes máximas entre 200 e pouco mais de 600 metros, que recebe os nomes de serras de Jundiá, Careta, Seca e do Pote e morro do Cantagalo.

Situado entre os povoados de Rocha Leão e Cantagalo, o maciço estendesse no sentido leste-oeste por cerca de 6,6 km. A noroeste está outro morro, próximo ao povoado de Califórnia, com pouco mais de 200m de altitude. No mais há várias colinas e morros baixos na periferia da bacia, nas bordas dos vales do Iriri e do Jundiá, com altitudes médias da ordem de 30 a 60 metros, com raras ultrapassando 100 metros, como por exemplo, o morro das Pedrinhas, localizado próximo aos limites da bacia da lagoa de Imboassica. Releva mencionar ainda as pequenas elevações situadas junto a ponta dos Pecados Mortais. Separando os vales dos rios Iriri e Jundiá esta um conjunto de colinas enfileiradas no sentido norte-sul. Por sobre elas passa a estrada municipal ROS-005, que liga os povoados de Iriri e Âncora.

A baixada ocupa a maior parte da bacia, sendo formada por solos construídos pelos rios (várzea ou terrenos aluviais) e pelo mar (restinga). Os terrenos têm declividade ínfima e pequena capacidade de infiltração das águas, daí a razão por serem embrejadas.

Cobertura Vegetal e Uso da Terra

A área rural da bacia deve abrigar uma população ao redor de 3.000 pessoas, pois estão fora dela a vila de Rocha Leão e os povoados de Mar do Norte, Palmital, Jundiá, Califórnia e Trindade. A maior parte da bacia é formada por pastagens e brejos. Matas podem ser encontradas somente na Fazenda Itapebussus e nas serras do Jundiá, Careta, Seca e do Pote. Pequenas manchas aparecem ainda no morro das Pedrinhas e na Reserva Biológica Fazenda União e arredores. Restingas em excelente estado podem ser vistas na Fazenda Itapebussus, enquanto remanescentes de manguezais ocorrem na foz do rio das Ostras. O uso da terra principal na bacia é agricultura e a pecuária, ambas realizadas de forma simples, tendo um pouco mais de significação a exploração pecuária e uma recém iniciada atividade de turismo rural. A Secretaria de Agricultura de Rio das Ostras tem incentivado o plantio de milho, aipim e banana, apresentando pequenos mais relevantes progressos. 

Áreas Protegidas

Foram criadas na região poucas áreas protegidas, com destaque para a Reserva Biológica União, administrada pelo IBAMA, e para as criadas e mantidas pelo Município de Rio das Ostras, conforme quadro abaixo.

Áreas Protegidas Públicas

Área Protegida

Superfície (ha)

Localização

Órgão Administrador

Reserva Biológica União

3.126

Casemiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé

IBAMA

APA da Lagoa do Iriri

- -

Rio das Ostras

Prefeitura

Parque Natural de Itapebussus

- -

Rio das Ostras

Prefeitura

ARIE de Itapebussus

- -

Rio das Ostras

Prefeitura

Monumento Natural dos Costões Rochosos

- -

Rio das Ostras

Prefeitura

Área de Preservação Permanente do Manguezal da Foz do rio das Ostras

- -

Rio das Ostras

Prefeitura, 

IBAMA e IEF

Fonte: CILSJ

A Reserva Biológica União, criada por Decreto s/n.º de 22/04/1998, possui uma pequena parcela de sua área de 3.126 ha situada na bacia, pois a maior parte das terras se localiza na bacia do rio Macaé. Criada através do Decreto Municipal 028/2000, a APA da Lagoa de Iriry visa proteger a lagoa e seu entorno, além de assegurar melhorias para o uso público. Em 8 março de 2002, a Prefeitura assinou convênio com a Petrobras, objetivando a regulamentação da gestão e uso dos recursos naturais situados na APA. Os recursos serão aplicados no inventário ambiental; diagnose; zoneamento ambiental; conceituação vocacional da área e parque de cunho ecológico, diagnóstico urbano; estudo preliminar e projeto básico de urbanismo. Também criados através do Decreto Municipal 028/2000, o Parque Natural de Itapebussus e a ARIE de Itapebussus visam preservar a lagoa de Itapebussus e a restinga da Ponta dos Pecados Mortais.

O Rio das Ostras e as Lagoas do Iriry, Salgada e Itapebussus

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