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Reunião
da Plenária de Entidades
do CILSJ
Ata
nº 37 - Data: 26 de julho de 2004
Local: Sede
do IPDS - Iguaba Grande
– Av. Nossa. Senhora Nazaré 689
1
- Leitura
da pauta: Informado
que o Vice Presidente da Plenária vai auxiliar na presidência
da mesa.
2
- Ratificada
ata 36.
3
- Dragagem Itajurú:
Nos
debates foi informado que o trabalho já reiniciou. Os
problemas: a licença ambiental pela FEEMA ainda não foi
dada, para contornar o problema está sendo solicitada
prorrogação de prazo por mais 90 dias; a retirada de areia
está comprometida porque as prefeituras estão sem recursos
para alugar caminhões e remover areia no bota fora; a Álcalis
está negociando com a empresa proprietária da draga. O
problema de remoção de areia é grave e se não houver solução
o trabalho pode ser interrompido. Talvez a solução seja
arranjar local para estocar areia até que se disponha de
recursos para a remoção, por outro lado, como as dragas
devem mudar de ponto de dragagem, deve ser avaliado novo local
para continuar a dragagem e novo bota fora. Foi discutido
alternativo, inclusive o desgaste de desmontar uma draga e
remontá-la em outro ponto. Chegou-se a 3 opções, todas com
vantagens e desvantagens, deliberadas pelos presentes e a
decisão vai depender de análise pela comissão de dragagem.
Deliberação:
37.
171 - A comissão de estudo para a dragagem deverá decidir
entre alternativas abaixo e informar as entidades;
1ª.
Alternativa – a draga permanece no canal Itajurú –
caminha para a ilha do anjo, usa como bota-fora a praia do
portinho ou o terreno atrás da peixaria;
2ª.
Alternativa – Analisar a conveniência de deslocar a draga,
via náutica, para as proximidades da boca da barra e ilha do
japonês; 3ª.
Alternativa – Desmontar a draga e remontá-la entre a Ponte
do Ambrósio e a adutora Bacachá.
3.
Saneamento:
Discutido
o atraso das obras de esgotamento sanitário da Prolagos. Os
fatos que parecem retardar a conclusão das obras
aparentemente são causados pelo Estado: FEEMA não apressa a
concessão de licenças, o DER não permite a passagem das
tubulações de esgoto pela Rodovia Amaral Peixoto e ASEP não
delibera a forma de ressarcir a empresa pela prestação do
serviço de esgotamento sanitário e tratamento de esgotos. As
ETE’s estão prontas algumas não recebem carga pela falta
de complementação da rede e elevatórias, outras estão
aguardando decisão da cobrança para que o serviço possa ter
continuidade. Esse atraso é preocupante. O verão está próximo
e se não houver mudança rápida desse estado corremos o
risco de ter mais um verão com enorme despejo de esgoto na
Lagoa, por outro lado, o serviço de captação em outras
bacias não prospera, comprometendo a saúde ambiental da região.
Foi também discutida a falta de resultados da análise dos
efluentes das ETE’s. Nesse tema ainda foi discutido o
problema do comitê de Bacia não ter sido decretado e a Serla
já está cadastrando usuários com intenção de cobrar o uso
da água. Decidido visita a ASEP para buscar decisões sobre
essa questão, bem como à Presidência do DER. Verificar
junto a Serla a situação burocrática do Comitê do Rio são
João. Visitante da plenária sugere a necessidade de ser
elaborado documento, é esclarecido que a plenária sempre
manifesta suas reivindicações através de documentação
escrita.
Deliberações:
37.172.1 – O Secretário Executivo do Consórcio, junto com
Presidente da Serla irão ter audiência com Presidente do DER
para solucionar a questão de liberação da passagem dos
tubos de esgoto pela rodovia.
37.172.2 – O Presidente da Plenária irá solicitar a Asep audiência
para expor os motivos de inquietação da sociedade,
apresentar sugestões, solicitar providências e
definir, com urgência, a tarifa de cobrança de serviços de
esgotos.
4
– Problemas do Rio São João:
Há
previsão de Barra de São João ter água corrente nas residências
a partir de
dezembro de 2004. A ausência de obras de saneamento básico
preocupa. O maior volume de água usado aumentará, em muito,
a carga orgânica do Rio. Pela ausência de saneamento, as águas
servidas das residências são lançadas nas manilhas de águas
pluviais que chega ao rio. Aparentemente não há vontade política
para construir as ETE’s.
Os
manguezais estão sendo loteados, com cercas feitas de arame
farpado, em áreas, principalmente na margem do Rio do lado de
Cabo Frio. Há construções com 2 andares, em ambas as
margens do Rio. Construções
em áreas non edificandi – acabando com a mata ciliar das
margens. A pesca se dá de maneira indiscriminada com redes de
cerco, com utilização até de BOMBAS, com tarrafas, com
redes de espera e outros petrechos ilegais.
As
atividades fiscalizadoras, inibidoras e até educacional, tem
apresentado resultados ineficientes junto às comunidades
ribeirinhas. Os
agentes fiscais, atualmente nomeados, são funcionários das
prefeituras, possuindo geralmente alguma amizade ou
conhecimento pessoal junto aos infratores, (quando não existe
algum parentesco).
O fato: agressores do meio ambiente não se inibem e
persistem na pesca em extrativismo selvagem de peixes e ostras
até de maneira criminosa com redes ilegais e bombas. Hoje
assistimos as tainhas entrando no rio para desova, paratis,
peixes espadas e,
atrás deles, alguns espécimes de robalo. A
Fiscalização ambiental, tão falada, é igual a zero
por parte das autoridades. A caça constante vem dizimando a
população de animais selvagens da fauna do Rio e do Morro São
João.
O
Município de RIO das OSTRAS também deverá ter água potável
até o mês de Dezembro e o Canal dos MEDEIROS, cloaca desse
município, deságua no Rio São João, está sendo dragado e
limpo com a intenção de despejar seus efluentes com mais
velocidade. Pergunta-se
como ficará o eco-sistema do Rio São João?
O
monitoramento da qualidade das águas do RIO SÃO JOÃO,
tão prometido em REUNIÕES de nossa PLENÁRIA
não foram cumpridas ou não foram divulgadas à
comunidade ATÉ HOJE. Questiona-se a falta de seqüência dos
programas de repovoamento natural das espécies endêmicas e
as obras de engenharia em Juturnaíba (escada para
Peixes, pitus, outros crustáceos e etc...).
A
comunidade ribeirinha (RIO SÃO JOÃO) vem cobrando e exigindo
de nossa Plenária, ações a altura e no mesmo nível do que
vem sendo feito, com muita garra e inteligência, contra
outras agressões ambientais em nossa região, como em
ITAJURU, nas DUNAS, nas APAS: PAUBRASIL,
MASSAMBABA, etc... Será que nossa Plenária poderá cuidar
também do Rio S. João, com o mesmo amor e denodo com que vem
cuidando dos outros problemas ambientais de nossa região?
Sendo através de denuncias oficiais, ao IBAMA, à
SERLA, ao Ministério Público, à MIDIA, as comunidades
prejudicadas. o rio São João tem que sobreviver às agressões
de qualquer maneira e essa deve ser uma das metas de nossa
plenária. O MRA-4 significa, e todos sabem muito bem, ser a
macro região ambiental 4 da bacia hidrográfica do rio São
João; pois então já é hora de
pormos mãos a obras. o rio São João agradece desde já
as providências que certamente serão tomadas por essa tão
importante plenária.
O
secretário executivo do CILSJ esclarece que as análises do
Rio São João estão sendo feitas, de forma regular e que os
resultados estão disponíveis; está havendo falta de
comunicação na divulgação dos resultados, informa ainda
que com auxílio do CRBIO os dados estão em fase de
interpretação para uma avaliação melhor dos resultados
obtidos. O Presidente da Plenária informa que todos os casos
levados à plenária e que afetem o Rio São João tem sido
comunicado aos órgãos fiscalizadores e que tanto na região
do Rio São João, como as demais, as agressões estão em
marcha e pouco vemos de ações fiscais concretas.
Aparentemente o Estado não responde à demanda. As
comunidades das regiões têm militado, tomado iniciativa,
participado de trabalhos de campo e alguma coisa temos
conseguido com a implantação de Conselhos Gestores e a
fomentação de criação de parques, como o caso da proposta
do parque das Dunas. Sugere que a comunidade do Rio São João
continue na militância e que receberá incondicional apoio da
Plenária; quanto às ações de cunho fiscal reconhece as
dificuldades.
Deliberação
:
37.173
- Solicitar audiência ao representante do Ministério Público
para exigir do governo ação fiscal mais efetiva sobre o Rio
São João, principalmente quanto a pesca, a caça, a destruição
dos manguezais e a ocupação irregular das margens.
37.174
- O Grupo do Rio São João irá estudar a possibilidade de
se implantar Conselho Gestor ou outro mecanismo equivalente
para maximizar ações fiscais e haver maior envolvimento da
comunidade.
5
- APAS: Paubrasil
– Maçambaba – Manguezais. Sapeatiba:
Apa
de Sapeatiba – a Sra. Dalva comunicou que o projeto do IPEDS
está pronto e terá inicio o programa de cursos ambientais
para os
professores dos Municípios de São Pedro e Iguaba Grande (200
pessoas) e um curso para as ONG’s da região com ênfase às
ONG’s do entorno da Serra de Sapeatiba.
Está prevista a inauguração de placa de caminhos
geológicos da Serra da Sapeatiba entre 22 e 27 pf (será
confirmado). Será agendada a data para apresentação do
projeto de Sapeatiba. Foi discutido a ausência de definição
do governo quanto à implantação oficial do plano diretor.
O
Secretário executivo do CILSJ informa que está prestes a ser
inaugurada a sede da Apa de Massambaba, e que já foram
colocadas placas e cercas.
A Apa Paubrasil vai seguindo com seus trabalhos e
informa de reunião agendada para o dia 4.
Deliberação
:
37.
173 -
Será solicitado audiência com a Presidência da CECA
para agilizar a formalização do plano diretor da APA
de Sapeatiba.
6
– Assuntos Gerais, Comunicados e Informes:
6.1 - Dia 13 de Agosto (sexta-feira), em São Pedro D’Aldeia no
Hotel Carapeba haverá o evento do Pré-Fórum regional de
Educação Ambiental
6.2 - Os comerciais da televisão e rádio do Consórcio estarão
sendo veiculados.
6.3 - No próximo Gersa será discutido a realização de um
workshop em EA.
6.4 - Foi informado que a peça teatral, autoria da Ong Viva Lagoa
visando EA, com o título “Voltando para casa”, foi um
sucesso. A peça aborda o tema exploração antrópica e a
extinção de espécies animais.
6.5 - Lembrado que no mês de outubro em Búzios será realizado o 4ª
International Symposium Environmental Geochemistry in Tropical
Countries, de 25 a 29/10 de 2004.
7
– Próxima reunião: Dia 27
setembro 2004 em São Pedro da Aldeia, na sede da Ong Viva
Lagoa – no Quiosque do condomínio Casamares. O Secretário
Executivo reitera a possibilidade do CILSJ de fornecer
recursos para transporte de integrantes da Plenária. O
Representante da Ong Viva Lagoa informa da possibilidade de
haver refeição disponível, pela concessionária do
quiosque, após a reunião. Será confirmado essa
possibilidade, bem como o cardápio e custo.
Nada
mais havendo a discutir o Presidente deu por encerrada a reunião.
Adelina
Volcker secretariou a reunião e redigiu a presente ATA de número
37.
LISTA
DE PRESENÇA:
Arnaldo
Villa Nova (Viva Lagoa
- ALAR); Denise Pena (ADEJA/CILSJ);
Adelina Volcker (OADS);
Luiz Firmino
Pereira (CILSJ);
José Oscar dos Santos Machado (Pingo
d’água), Wandir Santos Didi
(Rotary Iguaba), Omar Serrrano – convidado
Itaipu, Norival Sequeira (Cond.
Carapebas), Lucia Lopes (ADEJA),
Carmen Stagenhaus (Ressurgência),
David Ribeiro (CRESCA),
Cristiane (AMIGOS),
Ivone B. Friggo (AMIGOS),
Luiz Antonio Brandão (APASJ),
Dalva Mansur (IPEDS-
MOMIG).
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