Ata 5 - da reunião da Plenária de Entidades, realizada em 13 de
dezembro de 1999,na Pousada Solar de Iguaba, com os participantes firmados na
lista de presença.
Atendeu-se a seguinte pauta:
1. Aprovação das atas
anteriores.
2. Informes
3. Discussão e aprovação
dos GET’s.
4.
Aprovação do
“discurso”da Plenária e do porta-voz para o dia 17.12.99.
5.
Assuntos Gerais
1. Foram aprovadas por
unanimidade as duas atas anteriores.
2. Informes : . Firmino informou o desejo do sub-secretário de meio
ambiente, Sr. Paulo Bideguain, de reunir-se com a Plenária antes da implantação
do Consórcio, bem como com os secretários municipais de meio ambiente a fim de
discutir sobre os GET’s. Decidiu-se pela participação nesta reunião
conjunta, que se realizará, a partir das 10:00 horas, no Chez- Gigi, em
Araruama, no dia 17/12.
3. Foram debatidos quase todos os grupos de trabalho, à
exceção do de Saneamento, Resíduos Sólidos
e Educação Ambiental.
Sobre o de saneamento, decidiu-se aguardar o envio do mesmo,
pelo e-mail, pelos responsáveis.
Sobre o de Resíduos Sólidos
e Ed.Ambiental, a mesa os recebeu e se comprometeu em enviá-los para crítica
pelo correio eletrônico. Os responsáveis deverão efetuar as correções
e reenviá-los à Mesa (denipena@redelagos.com.br) para que se integrem
aos demais.
Sobre o de Zona Costeira e o
da Lagoa de Araruama, os textos foram revisados e os responsáveis ficaram de
efetuar as modificações propostas e entregar os documentos finais à Mesa para
remessa aos demais. Estes ainda poderão sofrer revisões.
Foram aprovados já com a sua
redação final os que se seguem:
CONSÓRCIO
INTERMUNICIPAL PARA GESTÃO AMBIENTAL DA BACIA DA REGIÃO DOS LAGOS, RIO SÃO JOÃO
E ZONA COSTEIRA
Proposta
para criação de Grupo Executivo de trabalho
Tema: REFLORESTAMENTO
JUSTIFICATIVA:
A área abrangida pela Região dos Lagos, Bacia do Rio São João e Zona
Costeira, apresenta remanescentes de diversos tipos de formações florestais
como a Floresta Ombrófila Densa e Mista, restingas
e manguezais. Segundo o Atlas sobre
a evolução dos remanescentes florestais e ecossistemas associados no Estado do
Rio de Janeiro, (SOS Mata Atlântica, INPE e ISA) durante o período de 1985-95,
foram desmatados no Estado 23% das florestas; 8% da restinga e 6% do mangue.
Embora esses dados se refiram ao Estado como um todo, certamente muitas
atividades realizadas na área de abrangência do Consórcio, contribuíram para
que o Rio de Janeiro fosse o Estado que mais desmatou durante 90-95, com uma
taxa de desmatamento maior que da Amazônia.
Nas últimas três décadas de maneira mais intensa, essa região tem
sofrido uma forte pressão antrópica.Na
Zona Costeira e Região dos Lagos a pressão maior sobre a vegetação natural
é oriunda, principalmente, do
processo desordenado de urbanização e ocupação do solo.
Com raras exceções, as margens dos
lagos e rios da região já não possuem mais as matas ciliares. Na Bacia do Rio São João, esta interferência se deu, e se
dá, por meio de diversas obras de engenharia como rodovias, ferrovias,
gasodutos, linhas de transmissão de energia, retificação de leitos de rios,
barramento do Rio São João e pecuária extensiva que exige grandes áreas de
pastagens.
As florestas originalmente existentes em toda essa região eram ricas em
espécies animais e vegetais, muitas delas endêmicas da região e, atualmente,
ameaçadas de extinção.
Devido aos fatores mencionados,
toda a região sofre com problemas que tem sua origem na devastação da
cobertura vegetal tais como erosão, assoreamento de rios e lagoas, diminuição
do volume e comprometimento da
qualidade da água.
OBJETIVOS:
O Grupo Executivo de Trabalho proposto tem como principal objetivo propor
a alocação de recursos para a realização de:
1. Diagnóstico da cobertura vegetal da área de abrangência do Consórcio.
2. Criação de um Sistema de Informações Geográficas para a área
toda (compartilhar o sistema com o CIDE?).
3. Dimensionamento e priorização das áreas de proteção permanente,
especialmente nascentes , matas ciliares e as faixas marginais de proteção
(FMP’s)
a serem recuperadas.
4. Planejamento e execução de programas de recuperação das áreas
degradadas.
5. Formulação de políticas públicas de incentivo ao reflorestamento
com espécies nativas e com uso de sistemas agroflorestais.
CONSÓRCIO
INTERMUNICIPAL PARA GESTÃO AMBIENTAL DAS BACIAS DA REGIÃO DOS LAGOS, RIO SÃO
JOÃO E ZONA COSTEIRA
Proposta
para criação de Grupo Executivo de Trabalho
Tema: UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
JUSTIFICATIVA:
A região do Consórcio Lagos / São João abriga em uma área
relativamente pequena, rara combinação
de ecossistemas. Tais como:
Ecossistemas de água salgada:
Formações coralíneas de Arraial do Cabo e Zona Costeira
Lagoa de Araruama
Lagoa de Saquarema
Ecossistemas de água doce:
Rio São João
Lagoa de Jacarepiá
Ecossistemas do meio
terrestre:
Mata Atlântica das serras de: Matogrosso,
do Barbosão, do Sambê, Pirineus, Gaviões, Aldeia Velha e Morro de São João.
E as áreas de florestas de baixada no vale do São João e seus tributários.
Mata Sêca de Restinga: Jacarepiá
Restinga: Massambaba
Ecossistemas de transição:
Manguezais: foz dos rios São
João e das Ostras.
Estes ecossistemas garantem e regulam a qualidade do nosso sistema hídrico
e da conservação da biodiversidade existentes nesta privilegiada região.
Dentro destes ecossistemas encontramos ainda hoje uma diversidade
fabulosa e inexplicável (em função das agressões) da fauna e da flora
brasileiras. Dada a variedade de ambientes e as peculiaridades de cada um, a
região é considerada um centro de endemismo da Mata Atlântica.
No entanto, muitas destas espécies encontram-se seriamente ameaçadas de
extinção e muitas delas sequer ainda conhecemos.
Estas razões apontam para a necessidade premente de proteger e conservar
este complexo de ecossistemas pois a ação do homem tem sido devastadora,
alterando o regime das águas, a estabilidade e qualidade de nossos lençóis freáticos
e destruindo, algumas vezes, de forma irreversível, nossa flora e fauna, ainda
minimamente pesquisadas.
Parte pouco significativa destes ecossistemas estão protegidos em
Unidades de Conservação legalmente criadas. No entanto, a maioria das UCS
encontra-se em situação precária em
relação à fiscalização, outras necessitam de regularização fundiária,e a
totalidade destas UCS, apresentam carências de mão de obra qualificada
e de infraestrutura para a sua efetiva implantação.
A efetiva implantação dessas unidades
é fundamental para manter os processos
evolutivos naturais e a
qualidade do ambiente, conservando os recursos genéticos
e hídricos, proporcionando
educação ambiental e recreação, e, finalmente,
assegurando que essas áreas protegidas representem uma nova fonte,
direta ou indireta, de emprego e renda para
as comunidades locais, gerando o crescimento econômico sustentável da
região através também do ecoturismo.
OBJETIVOS:
O Grupo Executivo de Trabalho proposto tem como principal objetivo propor
a alocação de recursos para a realização de:
1. Diagnóstico e
cadastramento de todas as Unidades de Conservação, inclusive as áreas
particulares protegidas como RPPNs – Reserva Particular do Patrimônio
Natural, existentes na área do
Consórcio.
2. Projetos que proporcionem a implementação de fato das UC’s
existentes, priorizando a elaboração de planos de manejo, treinamento de
pessoal e consolidação da infra-estrutura necessária ao seu perfeito e total
funcionamento.
3. Elaboração de um Sistema
Regional de Unidades de Conservação.
4. Projetos de criação de novas UC’s
contemplando áreas significativas e favorecendo aquelas que possibilitem
a criação de corredores ecológicos vitais aos propósitos do Consórcio e
atualmente desprotegidas.
5. Projetos de mobilização comunitária em favor das Unidades de
Conservação e estimulo a criação de organizações não governamentais
voltadas especificamente para cada Unidade de Conservação
CONSÓRCIO
INTERMUNICIPAL PARA GESTÃO AMBIENTAL DAS BACIAS DA REGIÃO DOS LAGOS, DO RIO SÃO
JOÃO E ZONA COSTEIRA
Proposta
para criação de Grupo Executivo de Trabalho
Tema: LAGOA DE JUTURNAÍBA
JUSTIFICATIVA:
A bacia do Rio São João a montante do reservatório de Juturnaíba, tem
como principais artérias fluviais o Capivari e o Bacaxá , este o maior
contribuinte da Lagoa. O Rio São João nasce a, aproximadamente, 900 m de
altitude.
Não obstante a grandeza e a importância da obra, nenhum estudo prévio
dos impactos ambientais e sociais foram realizados uma vez que essa obra é
anterior às exigências da legislação atual.
Ademais, os anos se passaram sem que fossem monitorados os efeitos
posteriores à sua implementação.
Toda a bacia, especialmente no médio e baixo curso do rio São João,
sofre com as alterações causadas pelo represamento, bem como por outras
modificações de origem antrópica.
Notadamente, após a extinção do DNOS que era responsável pelo
gerenciamento e manutenção da barragem, esta encontra-se em estado precário
tendo inclusive partes de sua estrutura de concreto cedido ao peso do abandono.
A Lagoa de Juturnaíba representa importante valor econômico, e delaes
depende parcela relevante do Estado do Rio de Janeiro, que tem nessa bacia a
fonte maior e, em alguns casos, a fonte única de água para o abastecimento
domiciliar.
Visto o largo escopo de influência da Bacia Hidrográfica do Rio São João
e da Lagoa de Juturnaíba, , o trato dessa problemática impõe o envolvimento
de todos os Municípios sob essa esfera de influência, por meio de ações
coordenadas e participativas. Para
que esse objetivo se concretize, nada mais apropriado que discuti-lo em um foro
como o Consórcio.
OBJETIVOS:
Os objetivos principais a serem alcançados pelo Grupo Executivo de
Trabalho proposto, resumem-se na proposta de
alocação de recursos para a realização de:
1. Zoneamento sócio-econômico-cultural
e ambiental da região do entorno da Lagoa de Juturnaíba.
2. Dimensionamento qualitativo
e quantitativo dos efluentes recebidos pela Lagoa.
3.
Plano de metas para a preservação dos mananciais hídricos.
4. Estudo de alternativas econômicas
de exploração racional dos recursos naturais e de geração de renda para as
comunidades do entorno da Lagoa de Juturnaíba.
5. Revegetação do entorno da
Lagoa (áreas fora da cota de inundação), e das matas ciliares dos tributários
da Lagoa de Juturnaíba, interagindo com o GET/Reflorestamento.
6. Recuperação das áreas
assoreadas.
7. Repovoamento e recomposição
da ictiofauna da Lagoa.
8. Estudo do impacto
decorrente da exploração de areia no
Rio São João.
9. Estudo da capacidade de
suporte das atividades extrativas(areia) no Ro São João e seus afluentes.
10.Criação de estações de
monitoramento de impactos ao ecossistema da Lagoa.
11. Eliminação das ilhas
flutuantes de gramíneas.
CONSÓRCIO
INTERMUNICIPAL PARA GESTÃO AMBIENTAL DAS BACIAS DA REGIÃO DOS LAGOS, RIO SÃO
JOÃO E ZONA COSTEIRA
Proposta
para a criação de Grupo Executivo de Trabalho
Tema: LAGOA DE SAQUAREMA
JUSTIFICATIVA:
O município de Saquarema tem como principal corpo d’água a lagoa de
Saquarema . A área da bacia drenante a essa lagoa é de 179,4km2.
A profundidade da Lagoa de Saquarema é pequena, atingindo em alguns
pontos uma média de 1,5m, devido à constante deposição de aluviões
fluviais. Este corpo d’água recebe uma série de pequenas contribuições de
água doce: são os rios Roncador, Tinguí, Jundiá, Seco, do Padre e Bacaxá.
A degradação do sistema lagunar é um fenômeno que vem ocorrendo já há
alguns anos, evidenciando-se a presença do óleo e lixo nas margens e na água,
cheiro de esgoto em vários locais, vegetação entrando em putrefação nas
margens e uso indevido de redes de pesca. A redução da área da Lagoa é também
observada em grandes extensões, especialmente onde há crescimento e invasão
de vegetação aquática, conhecida como "taboa". Nestes locais cresce
a cada dia o número de casas que são construídas ilegalmente sob a forma de
palafita ou construções sobre aterro, geralmente casas de população de baixa
renda.
Face à elevada altura do lençol freático na região, os sistemas de
fossa/sumidouro residenciais existentes geralmente não funcionam, ocasionando
extravasamento de esgoto in natura nas redes pluviais que lançam seus efluentes
na lagoa.
A Lagoa de Saquarema tem como principal fonte poluidora o Rio Bacaxá,
por onde são escoados uma grande quantidade de esgotos doméstico e outros
tipos de poluentes, haja visto que corre em grande extensão sob o bairro de
maior concentração urbana de Saquarema.
(Fonte: FEEMA - Diagnóstico ambiental de Saquarema -1988).
Passados 10 anos deste diagnóstico, a situação só se agravou, pois
nenhuma providência efetiva foi tomada para sanear a Lagoa. Acrescente-se a
tudo isto o problema de abertura da barra aonde grandes somas já foram
utilizadas sem resultados efetivos.
OBJETIVOS:
O Grupo Executivo de
Trabalho tem como principal objetivo propor a alocação de recursos
para a realização de:
1. Dimensionamento quantitativo e qualitativo dos efluentes e resíduos
recebidos pela Lagoa, mantendo estreito contato com os GET’s Saneamento/Resíduos
sólidos para elaboração de projetos com as medidas saneadoras necessárias.
Prioridade para a despoluição do Rio Bacaxá.
2. Definição da faixa marginal de proteção da Lagoa.
3. Trabalho em conjunto com o GET/ Reflorestamento para recuperação da
mata ciliar nos rios da bacia drenante.
4. Realizar estudo técnico sobre as possíveis soluções para resolução
definitiva do problema de abertura da barra, sem outros danos ao meio ambiente.
5. Elaborar Plano de Ordenamento Pesqueiro.
6. Capacitação e acompanhamento dos agentes fiscalizadores municipais
sobre as posturas necessárias à
preservação da Lagoa.
4. Sobre o “discurso da Plenária”,
decidiu-se que a base do texto deverá ser a aprovada na reuinião anterior e
que o Porta-Voz será a Denise Rambaldi que deverá complementar o texto e
submetê-lo aos demais para sugestões e aprovação. Esta dinâmica será
realizada via correio eletrônico.
5. Assuntos Gerais:
O Firmino solicitou que a Mesa
providencie a Carta de Adesão da Plenária ao Consórcio com a indicação dos
representantes.
Foi aprovada a logomarca
proposta para o Consórcio bem como o folder que será distribuído no dia
17.12.99.
Resolveu-se que Jandimar se
responsabilizará pela confecção de crachás para os integrantes da Plenária.
Aprovou-se a tentativa de
apresentar mapas de satélites de 88 e 98 para
impactar os participantes na implantação do Consórcio.
Nome do “Consultor de Consórcios”
apresentado pela SEMADS que estará à disposição para qualquer dúvida: João
Jerônimo
Tel: 24- 3712248, 3711687(recados)
e-mail:
villaspa@zaz.com.br
Reunião encerrada às 13:30
h, ficando deliberado que a próxima reunião será marcada no dia 17 de
dezembro.
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