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Janeiro/09
Mortandade de peixes na Lagoa de Araruama
Na manhã do dia 24 de janeiro a comunidade pesqueira detectou uma grande
quantidade de peixes mortos na Lagoa de Araruama sendo São Pedro da Aldeia a
cidade mais atingida. O fato já estava sendo observado desde o dia 14 de janeiro
com a morte de peixes de baixo valor comercial, se agravando na madrugada do dia
24 quando peixes e camarões de alto valor foram encontrados mortos.
Indignados e culpando o despejo de esgotos pela morte dos peixes os
pescadores fecharam a RJ-106 e jogaram os peixes
mortos na frente da sede da Prolagos (concessionária de água e esgoto da
região).
A
Prolagos afirmou em nota aos órgãos de imprensa, que cumpre com as normas
estabelecidas em seu contrato de concessão, especialmente no que se refere à
operação do sistema de coleta e tratamento de esgoto implantado. O sistema
tempo seco representa o entendimento e aprovação da sociedade civil organizada (ONG´s),
Poderes Concedentes e Consórcio Intermunicipal Lagos São João (CILSJ) que tem
como integrantes, inclusive, pescadores de São Pedro da Aldeia. A Concessionária
repudiou a violência do protesto realizado por pescadores na tarde de sábado
ressaltando que esse tipo de manifestação, da forma como foi realizada, não
auxilia na resolução dos problemas da região. A empresa afirma ainda que realiza
mensalmente todos os testes e análises para controle dos efluentes lançados e é
monitorada pelos órgãos ambientais competentes.
De acordo com o presidente do INEA, Luiz Firmino e
de demais autoridades do CILSJ, o motivo da morte dos peixes foi o excesso de chuva
dos dias anteriores. As chuvas lavaram o solo e carrearam para a lagoa os esgotos
que fazem proliferar grande quantidade de algas, alimentadas por nutrientes como
fósforo e nitrogênio, existentes nos efluentes. As algas competem com os peixes
no consumo de oxigênio. A oxigenação da água diminui provocando a mortandade.
O CILSJ solicitou um
Laudo Técnico sobre a presença de Algas
na Lagoa de Araruama durante este período constatando
o
baixíssimo índice de oxigênio nas
águas da lagoa no trecho entre Araruama e São Pedro da Aldeia e que o tipo de
alga surgido agora, apesar de ser diferente da encontrada em 2005, são
específicas de locais com baixa
salinidade e altas concentrações de nutrientes.
Segundo o secretário executivo do
CILSJ, Mário Flávio Moreira, além da grande quantidade de chuvas que
carreou água doce e nutrientes para a lagoa de Araruama, a
Lagoa de Jacarepiá, não suportando o volume
de água, também verteu para a Lagoa de Araruama contribuindo ainda mais com
este aporte.
Secretaria Executiva do CILSJ
www.lagossaojoao.org.br
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