No último dia 08 de janeiro, diversos peixes
apareceram mortos no Canal de Itajurú, no
trecho entre o Caça e Pesca e o bairro da
Passagem. Esta mortandade causou
perplexidade entre todos os que estudam a
Lagoa e acompanham os projetos de
recuperação, por ter acontecido justamente
próximo ao ponto de contato entre a Lagoa e
o Mar, portanto com maior taxa de renovação
das águas.
O volume não chegou a uma tonelada, e não
descarta-se a possibilidade de ter havido um
descarte de alguma ação de pesca irregular,
já que a maioria das espécies eram de
tamanho reduzido e de fora da Lagoa.
Análises feitas pelo
Consórcio Lagos São João nos três dias que
sucederam o evento, não trouxeram nenhum
indicador que pudesse explicar a mortandade
dos peixes. Somente as fortes chuvas, dois
dias antes do episódio pareciam explicar uma
maior vazante das águas da Lagoa, já
saturadas de
algas de
coloração amarronzada
que possam ter
contribuído para, junto com as descargas de
esgoto ainda não tratadas no canal de
Itajurú, uma queda dos níveis de oxigênio
dissolvido na água.