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12/dezembro/03
Mico-leão-dourado
se recupera em lista de espécies ameaçadas
Pelo
novo
relatório da União
Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) o
mico-leão-dourado
(Leontopithecus rosalia) foi a única espécie de primata
que conseguiu passar para uma categoria de menor ameaça
na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção.
No
levantamento de 2000 o mico-leão-dourado
figurava na lista de animais Criticamente Ameaçados de
Extinção, passando, na listagem atualizada este ano,
para o grupo das espécies Ameaçadas de Extinção. Nesta
listagem da IUCN encontram-se listadas espécies ameaçadas
de todo o mundo.
O
alcance deste resultado só foi possível graças aos
trabalhos realizados pelo CILSJ na bacia do Rio São João
a começar pela criação da APA do São João e, mais
especificamente, pelos projetos realizados com os micos
através da Associação Mico Leão Dourado - AMLD em
parceria com o WWF-Brasil.
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Veja abaixo a notícia completa veiculada
no dia 18 de novembro de 2003 no site do WWF - www.wwf.org.br
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Brasília
- A conservação do mico-leão-dourado (Leontopithecus
rosalia) recebeu um importante reconhecimento hoje
depois que a União Mundial para a Natureza (IUCN)
divulgou a atualização de sua Lista Vermelha de
Espécies Ameaçadas de Extinção. Na nova lista,
que inclui espécies ameaçadas de todo o mundo, o
mico passou de Criticamente Ameaçado de Extinção
(no levantamento de 2000) para Ameaçado de Extinção.
O mico-leão-dourado, que só vive na Mata Atlântica
de baixada costeira na bacia do rio São João e
Região dos Lagos no Rio de Janeiro, foi a única
espécie de primata que conseguiu passar para uma
categoria de menor ameaça na nova Lista Vermelha.
Quando o WWF, o Smithsonian Institution e outros
parceiros começaram a trabalhar com a proteção
desta espécie ameaçada, em 1971, restavam apenas
cerca de 200 indivíduos da espécie vivendo na
natureza. Em 30 anos de cooperação internacional
e um árduo trabalho de campo, a população de
micos-leões atingiu uma importante conquista em
março de 2001, quando o milésimo mico nasceu na
natureza.
O Programa de Conservação do Mico-Leão-Dourado
é o primeiro e mais antigo projeto apoiado pelo
WWF no Brasil, sendo executado pela Associação
Mico-Leão-Dourado (AMLD), criada para coordenar
todos os trabalhos de conservação da espécie.
Desde então, com o uso de técnicas como a
reintrodução na natureza de animais nascidos em
cativeiro, a translocação de animais vivendo em
áreas isoladas, a educação ambiental e a proteção
e restauração de hábitat para a espécie, o
programa tornou-se um exemplo único de parceria
internacional envolvendo 40 organizações e 148
zoológicos. O resultado desse esforço pode ser
medido pelo fato que cerca de um terço da população
de micos-leões-dourados vivendo na natureza é
resultado direto do programa de reintrodução,
que tem repovoado florestas onde a espécie estava
extinta, envolvendo mais de duas dezenas de
propriedades particulares em Silva Jardim, Rio
Bonito e Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro.
Apesar da nova classificação da IUCN, a espécie
continua ameaçada, uma vez que estudos concluíram
que são necessários pelo menos 2 mil micos
vivendo na natureza para garantir a sobrevivência
a longo prazo da espécie. Contudo, para chegar à
essa população, o hábitat do mico precisa
aumentar dos cerca de 17 mil hectares atuais para
25 mil hectares de Mata Atlântica contínua na
região, até o ano 2025. Com poucas chances do
aumento rápido da população vivendo na
natureza, devido à fragmentação do pouco que
resta da Mata Atlântica na região, a AMLD junto
com o WWF e outros parceiros precisam continuar
lutando para recuperar e proteger o hábitat do
mico.
Um importante passo para atingir o objetivo de
salvar o mico do risco de extinção foi alcançado
em junho de 2002, quando uma Área de Proteção
Ambiental (APA) de 145 mil hectares foi criada na
Bacia do Rio São João, no Rio de Janeiro,
incluindo as únicas áreas de Mata Atlântica
onde vive o mico-leão-dourado. Com a criação da
área, foram estabelecidos critérios específicos
para a ocupação e uso da terra, garantindo a
integridade da biodiversidade local e a qualidade
ambiental da bacia.
A Lista Vermelha da IUCN é a lista mais completa
sobre a situação de espécies da flora e fauna
de todo o mundo. A lista usa uma série de critérios
científicos para avaliar o risco de extinção de
milhares de espécies e subespécies. Há nove
categorias avaliando o nível de ameaça de extinção
enfrentado pela espécie: extinto, extinto na
natureza, criticamente ameaçado, ameaçado,
vulnerável, quase ameaçado, mínimo de preocupação,
dados insuficientes ou não avaliado. Uma espécie
é considerada ameaçada de extinção se ficar
nas categorias Perigosamente Ameaçado, Ameaçado
ou Vulnerável.
O WWF-Brasil é uma organização da sociedade
civil brasileira, sem fins lucrativos, com sede em
Brasília, com atuação nacional para que a
sociedade brasileira conserve a natureza,
harmonizando a atividade humana com a proteção
da biodiversidade e o uso racional dos recursos
naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das
futuras gerações. Faz parte da rede
ambientalista mundial WWF, que congrega organizações
similares de mais de 30 países e com atuação em
todos os continentes.
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Fonte:
www.wwf.org.br |
Assessoria de Comunicação do CILSJ
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