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Na
semana de 06 a 10 de dezembro o CILSJ promoveu,
junto com a prefeitura de São Pedro da Aldeia,
uma série de testes para o desenvolvimento de uma
máquina capaz de recolher algas na Lagoa de
Araruama.
Este
procedimento é bastante interessante e será
necessário para a retirada desta biomassa composta
de algas na Lagoa.
As
algas são alimentadas pelo esgoto lançado na
Lagoa. Quando completam o seu ciclo de vida e
morrem, geram mais matéria orgânica no interior da
Lagoa. A decomposição desta matéria orgânica
gera mau cheiro e lodo, o que traz o aspecto de
sujeira à Lagoa.
A
partir de agora, com o início do funcionamento das
Estações de Tratamento de Esgoto, a quantidade de
esgoto, e o nível de nitrogênio e fósforo da água
irá diminuir e com isso a produção de algas também.
Mas como ainda existe muita matéria orgânica na água,
a utilização de uma máquina que retire a biomassa
de algas mortas será imprescindível para completar
o processo de limpeza da Lagoa melhorando a
qualidade de suas águas.
A
cidade de São Pedro da Aldeia e uma das cidades
mais afetadas por este acúmulo de algas em suas
praias.
O
protótipo da máquina foi feito a partir de um
catamarã, utilizado pela SERLA no recolhimento de
lixos flutuantes nas Ecobarreiras do Rio de Janeiro.
Para a utilização aqui na região, foi feita uma
adaptação no modelo do catamarã para recolher
estas algas no fundo da lagoa trazendo-as para uma
embarcação na superfície.
Os
testes deram ótimos resultados, funcionando bem
para esta utilização. O custo da embarcação foi
orçado em R$ 78 mil reais, e o CILSJ está buscando
meios para conseguir os recursos para a aquisição
de uma embarcação para utilização nas enseadas,
evitando que as algas cheguem a beira das praias
entrando em decomposição e provocando odores, uma
das principais queixas dos moradores e turistas
freqüentadores da Lagoa.
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