A professora Dra.
Maria Helena do IEAPM - Instituto de
Estudos Almirante Paulo Moreira, especialista em micro
algas, apresentou um laudo durante uma
reunião promovida pela Ateia sobre as salinas
da região, laudo este feito a pedido da
Secretaria de Meio Ambiente de Cabo Frio,
onde após dois meses de campanhas de
amostragem conclui por constatar que a cor
marrom da Lagoa se deve a grande presença de
algas (micro flagelado – clorofícea). A cor
marrom, se deve a pigmentação por betacaroteno, e aumenta com a radiação
solar, devido ao grande número de células –
560x106 células por litro. Na
composição da água foram encontrados 94,58%
destas algas, 4,43% de dinoflagelados, 0,73%
de diatomáceas e 0,25% de cianobactérias.
A conclusão é de que
não existe qualquer perigo para uso
recreacional das águas da Lagoa, bem como
para o consumo de peixes e camarões que,
inclusive, voltaram em grande quantidade
para a Lagoa. "Trata-se de uma espécie oportunista,
que encontrou na lagoa condições boas ao seu
desenvolvimento” afirmou a professora, que
acredita que estas algas permanecerão na
Lagoa enquanto as condições se mantiverem
favoráveis à ela.
As análises de água
feitas pelo Consórcio Lagos São João ao
longo deste ano indicam que houve uma
melhoria generalizada da balneabilidade,
fruto do início do funcionamento dos
sistemas de tratamento de esgotos das
cidades.
O verão está aí e o
banho está liberado, recomenda-se evitar
somente as 48 horas seguidas a fortes
chuvas, quando as elevatórias não dão conta
de bombear todas as águas servidas para as
estações de tratamento.