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Dezembro/05

IEAPM, a pedido da PMCF, traz novas conclusões sobre a cor da Lagoa

A professora Dra. Maria Helena do IEAPM - Instituto de Estudos Almirante Paulo Moreira, especialista em micro algas, apresentou um laudo durante uma reunião promovida pela Ateia sobre as salinas da região, laudo este feito a pedido da Secretaria de Meio Ambiente de Cabo Frio, onde após dois meses de campanhas de amostragem conclui por constatar que a cor marrom da Lagoa se deve a grande presença de algas (micro flagelado – clorofícea). A cor marrom, se deve a pigmentação por betacaroteno, e aumenta com a radiação solar, devido ao grande número de células – 560x106 células por litro. Na composição da água foram encontrados 94,58% destas algas, 4,43% de dinoflagelados, 0,73% de diatomáceas e 0,25% de cianobactérias. 

A conclusão é de que não existe qualquer perigo para uso recreacional das águas da Lagoa, bem como para o consumo de peixes e camarões que, inclusive, voltaram em grande quantidade para a Lagoa. "Trata-se de uma espécie oportunista, que encontrou na lagoa condições boas ao seu desenvolvimento” afirmou a professora, que acredita que estas algas permanecerão na Lagoa enquanto as condições se mantiverem favoráveis à ela.

As análises de água feitas pelo Consórcio Lagos São João ao longo deste ano indicam que houve uma melhoria generalizada da balneabilidade, fruto do início do funcionamento dos sistemas de tratamento de esgotos das cidades.

O verão está aí e o banho está liberado, recomenda-se evitar somente as 48 horas seguidas a fortes chuvas, quando as elevatórias não dão conta de bombear todas as águas servidas para as estações de tratamento.

 

 

Secretaria Executiva do CILSJ


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