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Após
várias seções regulatórias da ASEP, onde a
cobrança do esgoto da área de concessão da Prolagos
e Águas de
Juturnaíba esteve em pauta (26/10, 09/11, 18/11 e
24/11), no dia 24 de novembro uma definição
sobre o assunto foi finalmente obtida.
A
decisão sobre o reequilíbrio dos contratos para
fazer frente aos custos de implantação e operação
do sistema de tratamento de esgoto das concessionárias,
deve ser vista como a última etapa deste primeiro
grande conjunto de intervenções de esgotamento
sanitário. Vale lembrar, que tudo começou em
2000 com as discussões provocadas pelo CILSJ para
modificação dos contratos de concessão, e que
após diversas discussões, entraves, e
descumprimento de cronogramas por parte das
concessionárias, apenas agora em dezembro de
2004, as obras desta primeira fase do sistema de
tratamento de esgoto estarão concluídas.
Neste
primeiro grande conjunto de obras, foram feitos,
ao todo, cerca de 80 milhões de reais de
investimento pelas duas concessionárias, ficando
entre os maiores investimentos per capta em
saneamento do Brasil.
Tais
investimentos, concretizaram o que foi proposto
durante os diversos fóruns de debates do CILSJ: a
interceptação do esgoto nos canais onde estavam
sendo lançados in natura, e a instalação
de captações de esgoto conhecidas como
"tomadas em tempo seco", levando para as
estações de tratamento cerca de 80% do esgoto
que era despejado na Lagoa de Araruama.
Era
previsto e importante que fosse definida uma forma
de ressarcir as concessionárias dos custos de
operação do
sistema implantado, para que o mesmo seja colocado
em funcionamento, o que fica em torno de 3 a 4
milhões de reais anuais. Assim, em 24 de
novembro, os conselheiros da ASEP - Agência
Reguladora de Serviços Públicos - na presença
do Secretário Executivo do CILSJ, que exerceu o
voto vogal; dos Prefeitos das cidades de Araruama
e Saquarema; da Secretária Estadual de Meio
Ambiente, Isaura Fraga, além de
representantes da Plenária de ONG's do CILSJ,
decidiram que o serviço de captação de esgoto
em tempo seco, será cobrado e incorporado à
tarifa de fornecimento de água. A decisão unânime
dos conselheiros da ASEP, atende plenamente ao
pleito da sociedade civil organizada, que com o
apoio dos prefeitos da região e do Ministério Público,
tiveram um papel importante nesta decisão, que
beneficia a todos os usuários, atendendo à
recuperação ambiental da bacia.
"Este
é o primeiro caso no Brasil onde está se
partindo para um sistema de cobrança realista, a
partir de um processo de ampla discussão na bacia
hidrográfica, decidiu-se pela captação de tempo
seco a priore, e a cobrança de um serviço de
esgoto será feita através da conta de água. É
uma decisão inédita e inevitável, pois não
haveria um modo de cobrança individualizada, uma
vez que a rede de coleta ainda não está
finalizada. Mas se não fizéssemos isso iríamos
perder a Lagoa de Araruama!" - afirma Luiz
Firmino - Secretário Executivo do Consórcio.
Firmino lembra ainda, que a sociedade consciente
da necessidade, pressionou a todo momento para que
esta decisão sobre a cobrança fosse tomada,
participando amplamente de todas as discussões.
Coincidindo
com a redução de 100% do ICMS cobrado das
concessionárias, decretado em 09/11 pela
Governadora Rosinha Garotinho (Decreto 36574 de
12/11/2004), o impacto dessa cobrança neste
momento (2004/2005), sobre as contas d'água
é praticamente nulo, e em alguns casos poderá
haver redução do valor da conta.
Na
decisão da ASEP (ver item 3 abaixo) as concessionárias
farão jus, além do atual reajuste, a novos
reajustes nos próximos anos, desde que sigam
ampliando o sistema, com cronogramas e aval dos
poderes concedentes, CILSJ e sociedade civil.
Resumo das
decisões tomadas pela ASEP:
1. Para todo
novo investimento deverá ser ouvido em
conjunto a sociedade civil, o Consórcio
Intermunicipal, os governos locais, e a
tomada de decisão será de comum acordo com
a CASAN (Câmara de Saneamento da Asep).
2. Para
conceder o reajuste tarifário referente a
serviços de esgoto, as obras realizadas
devem ser perfeitamente identificadas como
concluídas e os valores dos investimentos
auditados, com participação da sociedade e
dos governos locais.
3. Para a Águas
de Juturnaíba foi aprovado o valor global
de reajuste de 74,08%, a ser implantado
durante o período de concessão, a saber:
- 9,68% a
ser cobrado em janeiro de 2005
(descontando 20% do valor de ICMS,
significa redução da conta em
aproximadamente 10,32%).
- para
Janeiro de 2006 mais 9,68% e
assim sucessivamente com 9,68% ao ano
por 5 anos, isto é, até 2010.
4. Para a
Prolagos foi aprovado o valor global de
reajuste de 82,91% a ser implantado durante
o período de concessão, a saber:
- 22,06%
em 1/12/2004 (aumento da conta d'água
em cerca de 2,06% considerando a isenção
de ICMS de 20%). Nos casos em que era
cobrado a razão água/esgoto de 1:1
(cobrança igualitária de água e
esgoto) haverá significativa redução
da conta d'água.
- Para
2006 3,45%
- para
2007 10,96%
- para
2008 7,68%
- para
2009 7,14%
- para
2010 2,13%
- para
2011 1,19%
- para
2012 3,52%
- para
2013 1,65%
- para
2014 1,55%
- para
2015 1,85%
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