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Excelentíssimo
Senhor Liszt Vieira,
Secretário
de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
do Rio de Janeiro
Em
reunião de 18/11/02, na SEMADS, para conhecer o estudo
proposto para o plano diretor da APA Pau Brasil pela
Ambiental Engenharia, a ong Viva Lagoa manifestou sua
preocupação pela permissão de ocupação de 8
unidades familiares em lotes de 480m2 e posteriormente
de 600 m2 na Zona de Ocupação Controlada (ZOC) na área
entre as Dunas do Pero e a estrada Guriri, no Município
de Cabo Frio.
Em
25/11/02, 42 ong’s integrantes da Plenária de
Entidades do Consórcio Intermunicipal Lagos São João,
reunidas, condenaram veementemente e de maneira unânime, tal
índice de ocupação. A Ong Ama Cabo Frio enviou
ofício com solicitação de alteração e proposta de
ocupação dessa área.
Em
30/11/02, no Bauwering Clube (município de Búzios), em
audiência pública para conhecer o projeto, a
sociedade ambientalista, a maioria dos proprietários de
glebas contíguas e a população presente, em voz uníssona
protestaram contra a proposta de ocupação dessa área
com lotes multifamiliares (8 unidades em 600m2).
Uma
ocupação desse tipo caracteriza o que chamamos de
exploração econômica sem escrúpulo ambiental
e coloca em risco um dos poucos patrimônios naturais
passíveis de preservação na Região dos Lagos. O
adensamento populacional agravará os problemas de
esgotamento sanitário, do destino do lixo e da agressão
às áreas vizinhas ainda preservadas com floresta
nativa. A aprovação dessa ZOC com certeza
legará para gerações futuras agravos ambientais
irrecuperáveis, a exemplo do que vivenciamos hoje na
região.
Em
atenção e respeito a manifesta vontade das
comunidades em reunião pública, solicitamos
revisão total para o plano de ocupação dessa ZOC, e
propomos:
1)
Obrigatoriedade
da devolução das salinas de aterro sobre o
espelho d’água para atender a deliberação CECA
442 de 24/11/1983.
2)
Loteamento
com glebas mínimas de 20.000m2 para empreendimentos turísticos
(Resort, Hotéis, Clubes, etc).
3)
Implantação
de condomínios anexos a resorts,
com lotes amplos (1000 a 1500m2) unifamiliares
com permissão de ocupação de 20 a 30% da área.
Empreendimentos desse tipo existem em várias regiões
do país e são sucessos imobiliários com preservação
ambiental e turismo de qualidade que darão
sustentabilidade à APA Pau Brasil.
Na
certeza de contarmos com a anuência de V. Excia. em
nossos pleitos, que representam os anseios de toda a
sociedade da Região dos Lagos, aguardamos vossa decisão
e aproveitamos a oportunidade para reiterar protestos de
elevada estima e consideração.
Arnaldo
Villa Nova
Presidente
da Plenária de Entidades não Governamentais do CILSJ
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