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Janeiro/Fevereiro/08

Surgimento de alga no reservatório de Juturnaíba provoca forte odor na água consumida na região

Devido ao longo período de estiagem seguido de fortes chuvas, no último mês um fenômeno foi registrado no manancial da Represa de Juturnaíba, em Araruama.

A Represa que é o principal manancial de abastecimento da Região, foi tomada pela floração de algas. Embora não sejam tóxicas, essas algas alteram as condições naturais do manancial atribuindo gosto e cheiro fortes a água distribuída pelas Concessionárias. 

Ainda em dezembro de 2007, surgiram os primeiros problemas relacionados com a floração: a água fornecida por Águas de Juturnaíba e Prolagos tem cheiro e sabor fortes, causando grande incômodo à população. As Concessionárias iniciaram estudos neste mesmo dia visando identificar a alga causadora do problema. Os primeiros resultados mostraram que a alga encontrada no Reservatório de Juturnaíba é uma anabaena, que não possui nenhuma característica tóxica. Apesar da alteração que a alga causa no cheiro e no sabor, testes de laboratório revelaram que a água se manteve dentro dos padrões de potabilidade exigidos pela Portaria 518/04 do Ministério da Saúde, garantiram as Concessionárias.

Este mesmo fato já foi registrado em anos anteriores. Em 2002 a floração da alga anabaena foi registrada no manancial de Campos dos Goytacazes e também em Resende. Em 2005 elas afetaram as condições naturais da Represa de Juturnaíba (manancial da Prolagos e da Águas de Juturnaíba) e também da Barragem Santa Bárbara, manancial do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep, Rio Grande do Sul). Em todos os casos registrados, o problema de cheiro e sabor fortes da água não durou mais do que quatro dias, nem causou danos à saúde dos usuários.

  

Secretaria Executiva do CILSJ
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