|
O
ecossistema da lagoa de Araruama é constituído
por um corpo principal, que é a lagoa propriamente
dita, e pelo canal de Itajurú, que a liga
ao oceano. A margem norte da lagoa é de natureza
rochosa (rochas pré-cambrianas e alguns depósitos
do Grupo Barreiras) e de sedimentos aluviais,
enquanto as margens e sul e leste são predominantemente
arenosas. A restinga de Cabo Frio estende-se
por 8 km, entre a Pontal em Arraial do Cabo
até o canal de Itajurú, e possui 6 km de largura,
fechando a lagoa pelo setor leste. Um estirão
de 32 km da restinga de Massambaba fecha a
lagoa pelo setor sul.
Clique
nos itens abaixo para conhecer detalhes da
morfologia da lagoa.
| Corpo
Principal |
Pontas,
Penínsulas e Esporões |
| Canal
de Itajuru |
Falésias
|
| Orla
|
Praias
|
| Compartimentos
Ambientais |
Ilhas
e Coroas |
| Enseadas
|
Obras
Hidráulicas |
| Estreitos
e Canais |
Fundo
|
O
Corpo Principal
O
corpo principal da lagoa é formado por segmentos
justapostos em forma aproximada de elipse,
chamados de enseadas, que são separados por
pontas, penínsulas ou esporões de areia. A
orla norte apresenta muitas reentrâncias e
saliências de variados tamanhos, enquanto
na orla sul há uma sucessão de largas enseadas
de contornos suaves separadas por esporões
arenosos encurvados para oeste. Alguns pescadores
chamam as enseadas de “largo” e a orla
norte de “costa de terra firme”.
A
lagoa tem por limite leste a entrada do canal
de Itajuru, situada defronte à ilha do Anjo,
após a enseada das Palmeiras, e por limite
oeste à costa da enseada de Ponte dos Leites.
Sua superfície é de 220 km². O perímetro da
lagoa de Araruama perfaz aproximadamente 160
km (medição das cartas do IBGE na escala 1.50.000
feita pelo CILSJ em computador,). Apresenta
um comprimento máximo leste-oeste de 37 km.
Da ilha dos Anjos até a boca do canal de Itajurú
são mais 2,7 km em linha reta. A largura máxima
da lagoa é de 13 km, entre a praia de São
Pedro da Aldeia e a localidade de Monte Alto,
na restinga de Massambaba.
De
oeste para leste, a primeira enseada chama-se
Ponte dos Leites, recebendo a parte sul o
nome de enseada da Praia Seca. Muito rasa,
apresenta profundidades máximas em torno de
1,5 m, tendo por limites as pontas do Anzol
e das Cabras. Entre estas pontas há um vão
pequeno (estreito do Anzol) com menos de 1
km, bastante assoreado, o que dificulta a
passagem de embarcações. Em frente à foz do
rio das Moças está um banco emerso de areia
formado pelo acúmulo de sedimentos lançados
por este rio na lagoa.
A
próxima enseada é a do Convento, limitada
pelas pontas do Antunes e das Coroinhas. Nela
destaca-se um grande aterro, construído pela
Flumitur na década de 70 para ser uma marina
pública, projeto que não se concretizou. Neste
local a Prefeitura de Araruama esta ergueu
o Complexo Educacional e Esportivo Darci Ribeiro.
Na
parte norte segue-se às enseadas de Parati,
Iguabinha, Iguaba e de São Pedro da Aldeia
e, na parte sul, as de Tiririca (Ingá ou Açaí),
Rebolo (Acaíra ou Coroinhas), Figueira (Gaivotas
ou do Atalho) e Tucuns (Massambaba ou Martins).
Na
enseada da Figueira, próximo ao Fundinho,
está um marnel com cerca de 1 km, construído
dentro da lagoa. Isto ocorre também na enseada
de Tucuns, onde oito marnéis interligados
perfazem pouco mais de 13 km, separando a
parte sul. Nesta enseada estão as maiores
profundidades da lagoa, com uma fossa que
atinge 19 metros ou mais. Entre as enseadas
de Tucuns e Maracanã está um estreito conhecido
como Boqueirão, que é um notável afunilamento
da lagoa. Trata-se de uma passagem com menos
de 400 metros de largura e com a ilha das
Pombas no meio, situada entre as pontas da
Areia e dos Macacos, estando o primeiro acidente
geográfico situado na península de São Pedro
da Aldeia, enquanto o outro está localizado
na restinga de Cabo Frio. Nesta ponta está
o Morro dos Macacos, elevação isolada no meio
de uma planície de areia ocupada em toda parte
pelas salinas da empresa Perynas.
A
enseada Maracanã tem uma parcela considerável
de sua superfície esquadrinhada por grandes
marnéis. A leste da praia de Mossoró, em São
Pedro da Aldeia, um conjunto de 6 marnéis
de salinas abandonadas atinge cerca de 5,6
km de comprimento. Ao sul, o saco de Perynas
praticamente foi isolado por cerca de 10 marnéis
que, unidos, tem aproximadamente 7,3 km. Neste
local há também uma pista de pouso aterrando
parte do espelho de água. Os marnéis inutilizam
um espaço precioso da lagoa para pesca e lazer.
A
ligação entre as enseadas Maracanã e das Palmeiras
se dá através de duas passagens. O primeiro,
natural, começa no Baixo Grande, junto à ponte
da RJ-140, estendendo-se até a ponta do Ambrósio
(estreito do Baixo Grande). Muito assoreada
no seu trecho inicial, são visíveis os bancos
de areia que impedem a navegação e dificultam
a passagem dos cardumes. Sua largura foi reduzida
por uma salina, hoje desativada, por um marnel
retangular com cerca de 900 m de comprimento
e pelo aterro da estrada RJ-140 que leva a
ponte Vitorino Carriço. A ponte propriamente
dita é pequena. O aterro estrangulou
o fluxo de água entre as enseadas das Palmeiras
e Maracanã e vice-versa, que flui somente
pelos pequenos vãos da ponte e pelo canal
Palmer. A situação é agravada pela presença
da adutora da Prolágos na embocadura do canal,
com suas dezenas de pilares que favorecem
o assoreamento. A segunda passagem é artificial,
sendo constituída pelo canal Palmer.
A
enseada das Palmeiras, a última da lagoa,
é pequena e no passado perdeu uma área considerável
pelo aterro de salinas. A parte norte é chamada
de saco da Sarita e a sul de saco de Marta
Figueira. Muito rasa, sua periferia norte
é quase que totalmente circundada por salinas
desativadas construídas às custas de aterro.
Na extremidade leste da enseada tem início
o canal de Itajuru, cuja boca esta entre a
ilha do Anjo e uma salina abandonada na orla
continental de Cabo Frio. Ao sul deste encontra-se
o segundo segmento do canal Palmer, que une
a enseada das Palmeiras ao canal de Itajuru.
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O
Canal de Itajuru
A
lagoa se comunica com o mar em sua extremidade
leste, através do estreito e raso canal do
Itajurú, cuja embocadura encontra-se voltado
para o sul, entre pontões rochosos situados
em Cabo Frio (Clique aqui para ver
detalhes do Canal). (APARECE A FIGURA DA PÁGINA
39 DO LIVRO). O canal tem cerca de 5,5 km
de comprimento e perímetro total de 14 km.
A largura ao longo de seu trajeto varia entre
100 e 300 metros e as profundidades, medidas
em 1985, oscilavam entre 0,5 e 2 metros, aumentando
conforme se aproxima da boca da barra, onde
atingia 5 metros. O canal recebe diversos
lançamentos de esgotos provenientes da área
urbana de Cabo Frio.
O
canal de Itajuru inicia-se na extremidade
da ilha do Anjo, logo após a enseada das Palmeiras.
O trecho inicial, entre a mencionada ilha
e a margem norte, é bastante estreito. Defronte
a ilha está o mangue do Porto do Carro, o
maior da lagoa. Depois da ilha o canal alarga-se
um pouco, faz uma curva suave e margeia a
ilha da Draga, que é na verdade um aterro
em forma de “L”, com a ponta menor ligada
a margem norte do canal. Entre a ilha e a
margem norte formou-se um baixio semi-isolado,
com fundo de lama repleto de lixo. Pequenas
plantas de mangue têm iniciado a ocupação
da área.
Após
passar a ilha da Draga o canal segue sinuoso,
descrevendo uma curva de 90 graus, sendo atravessado
neste trecho pela ponte Feliciano Sodré.
(POR
FOTO DA PONTE)
Passando
a curva, o canal toma rumo nordeste, faz novamente
uma curva suave de 90 graus e assume direção
norte-sul até a desembocadura. Nas proximidades
da barra o canal se alarga e é dividido ao
meio pela ilha do Japonês. A boca do canal
é estreita, com cerca de 80 metros, estável,
dividida ao meio por uma ilhota e em uma posição
pouco sujeita ao ataque frontal das ondas,
o que dificulta a entrada de sedimentos empurrados
pelas correntes e ondas marinhas. A boca é
guarnecida à oeste por uma pequena formação
rochosa situada no final da praia do Forte,
onde está o Forte de São Mateus e a leste
por outra elevação rochosa, chamada de morro
do Arpoador com a ponta da Lajinha. Nas imediações
da barra encontram-se três sítios arqueológicos:
as ruínas da feitoria-fortaleza francesa chamada
de Casa de Pedra (1556-1575), o sítio de uma
feitoria-fortaleza inglesa (1615) e o fortim
luso-castelhano Santo Inácio (1615-c. 1620),
depois transformado no atual forte São Mateus.
Na margem norte do canal esta o Parque Municipal
da Boca da Barra, com 38 ha.
Foto
aérea mostrando a boca do canal de Itajurú
Estudo
de Guilherme Lessa, da UFRJ, atesta que o
canal de Itajuru era originalmente constituído
por uma sucessão de pequenas lagunas O canal vem sofrendo
alterações desde os princípios do século XVII.
Por esta época, navios portugueses e franceses
com até 150 toneladas fundeavam nas águas
defronte a ilha do Japonês, cuja profundidade
mínima, na baixamar, era provavelmente de
4 metros. Em 1862, medições feitas no mesmo
local indicaram uma profundidade de 0,9m.
Suspeita-se que a causa deste assoreamento
tenha sido a obstrução da boca da barra feita
em 1615 a mando de Portugal, para dificultar
a entrada de navios franceses que vinham se
abastecer de pau-brasil. A obstrução diminuiu
metade da barra da Gamboa e assim permaneceu
por 250 anos até ser reconstituída por volta
de 1880 pelo Barão de Tefé. Durante este tempo,
a diminuição do volume de água marinha que
entrava pela barra durante na preamar reduziu
o fluxo, acarretando o assoreamento.
Por volta de 1934, estudos da Comissão de
Saneamento da Baixada Fluminense – CSBF, encontraram
profundidades de até 2,7 metros na região
do antigo porto.
Posteriormente,
sucessivos aterros foram realizados para implantação
de salinas, loteamentos, condomínios e clube
náuticos, reduzindo a superfície do canal
em 50 %, como se pode constatar no exame do
mapa de Lessa. Em 1985, sondagens feitas em
frente à Ilha do Japonês detectaram uma profundidade
de apenas 0,3m. Referida ilha é resultado
do processo de assoreamento, sendo à parte
emersa e visível de um delta recente em ampliação.
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Orla
Seis
municípios detêm o domínio sobre a orla, conforme
mostra o quadro a seguir. Observa-se que Arraial
do Cabo é o município com maior comprimento
de orla, enquanto Saquarema é o menor.
EXTENSÃO
DAS ORLAS MUNICIPAIS
|
MUNICÍPIO
|
VALOR
ABSOLUTO (km)
|
VALOR
RELATIVO (%)
|
|
Saquarema
|
3,20
|
2
|
|
Araruama
|
38,60
|
24
|
|
Iguaba
Grande
|
7,50
|
4,5
|
|
São
Pedro da Aldeia
|
39,40
|
25
|
|
Cabo
Frio
|
23,00
|
14,5
|
|
Arraial
do Cabo
|
48,30
|
30
|
|
Total
|
160 ,00
|
100
|
Fonte:
Bidegain e Bizerril – Livro Lagoa de Araruama
- Projeto Planágua SEMADS / GTZ, 2002
As
margens da lagoa de Araruama são predominantemente
planas. Pequenas colinas isoladas junto à
orla norte podem ser vistas em algumas pontas.
Somente na península de São Pedro da Aldeia
elas aparecem de forma mais contínua.
Em
geral, observam-se os seguintes tipos de orla
na lagoa: praias e dunas; rochas; barrancos
minúsculos de terra; reentrâncias de terra
com faixas minúsculas de areia; pedras em
taludes de aterros; diques de tanques de salina;
costa de concreto e mangues e banhados salgados.
As praias são estreitas e formadas por areias
com pouco silte e quase ausência de argilas,
de cor branca e cinza claro, misturadas com
conchas inteiras e trituradas. Na orla norte,
as praias têm maior teor de barro (argila
e silte). Em alguns trechos desta orla, atrás
das praias, aparecem áreas planas em cujo
solo mistura-se uma proporção maior de terra,
seguida de areia e conchas. Na orla sul, nas
restingas, os campos são sempre arenosos.
Dunas
aparecem somente na margem sul, principalmente
no início da praia de Monte Alto e na praia
do Rebolo. Costas rochosas naturais surgem
apenas na parte continental, quase sempre
nas pontas e tem pequena expressão. A orla
norte tem trechos que são formados por minúsculos
barrancos de terra com menos de vinte centímetros.
Nos locais que sofrem erosão, a orla é formada
por pequenas reentrâncias separadas por pontas
de terra, com minúsculas faixas de areia ao
fundo. Nos aterros, a orla é formada por blocos
de pedras amontoados, formando os taludes.
Onde há salinas, as orlas são constituídas
pelos diques dos tanques, sendo estes formados
por uma mistura de argila com areia e pedras.
A costa de concreto ocorre em geral onde há
cais ou obras de defesa costeira de condomínios
e de clubes náuticos.
Os
manguezais remanescentes encontram-se no Porto
do Carro, em Cabo Frio, e próximo à foz do
rio das Moças, em Araruama. Notam-se ainda
algumas aglomerações representadas por poucas
árvores atrás da ilha da Draga, na foz do
canal Excelsior, na orla norte nas proximidades
da ilha do Japonês, na praia da Barreiro e
na ponta de Massambaba. Em alguns pontos,
como na enseada atrás da ilha da Draga e na
desembocadura do canal Excelsior, os mangues
estão iniciando sua expansão por sobre a lama.
A
vegetação nativa predominante na orla, a retaguarda
das praias, é formada por campos de ervas
(Paspalum sp e Salicoria sp)
tolerantes a salinidade. Nas dunas surge uma
vegetação arbustiva de restinga, cujas pontas
dos galhos por vezes encostam na água. Na
orla norte, em poucos locais preservados,
surge nos morros à vegetação denominada de
savana estépica, cujo local mais preservado
é a área da UFF em Iguaba Grande.
Fora
as que são exclusivas de mangues, constata-se
que sobraram poucas árvores nativas junto
à orla. As mais comuns são a guaxima ou algodoeiro-da-praia
(Hibiscus pernambucencis) e a aroeira
(Schinus terebintifolius). Pode-se
observar raros ingás-mirins (Inga sp.)
e quixabas (Bumelia sp), como por exemplo
na praia do Barbudo e figueiras (Ficus
sp), plantadas na praia de Araruama e encontradas
em algumas praias da península de São Pedro.
As árvores que predominam na orla são todas
estrangeiras, destacando-se as casuarinas
australianas (Casuarina sp) seguida
pelas amendoeiras (Terminalia catappa)
e coqueiros da Ásia, o que descaracteriza
a paisagem e afugenta a fauna.
A
orla da lagoa de Araruama encontra-se cartografada
em mapas excelentes, que servem para conhecer
detalhes de sua mofologia, atestar a ocupação,
comparar distintos anos e planejar o uso e
a proteção.
São
eles:
·
Plantas na escala de 1:2.000 do Projeto Integrado de Abastecimento de Água
da Região dos Lagos, publicadas em 1973 pela
extinta SANERJ, cobrindo cerca de 50 % da
orla da lagoa;
·
Plantas na escala
de 1: 2000, editadas em
1984 pela SERLA, cobrindo toda a orla da lagoa;
·
Plantas na escala
de 1: 2.000 com a indicação dos Terrenos de
Marinha, elaboradas pela Secretaria do Patrimônio
da União - SPU em 1999, a partir de fotografias
aéreas de 1996.
·
Mapa na escala 1:5.000 elaborado pela UERJ em 1998, mostrando a orla de
Iguaba Grande;
·
Plantas da escala 1:5.000 elaboradas pela AGROFOTO com base em fotografias
aéreas da década de 80, mostrando a orla do
Município de Arraial do Cabo;
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Compartimentos
Ambientais
Na
década de 80, estudos realizados por técnicos
do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias
– INPH e do Instituto de Estudos do Mar Almirante
Paulo Moreira - IEAPM, combinando características
hidrológicas, de qualidade da água, dos sedimentos
e, principalmente, de salinidade, revelaram
que a lagoa de Araruama era formada por três
compartimentos ambientais.
São
eles:
·
Área
1- Compreende o canal de Itajurú e a enseada
das Palmeiras, desde a sua embocadura até
o Baixo Grande, onde passa a adutora de Juturnaíba
e a Ponte da RJ-140. As características físico-químicas
são muito parecidas com a do mar;
·
Área 2 - Compreende a região entre
o Baixo Grande e o Boqueirão, que corresponde
à enseada Maracanã;
·
Área 3- Compreende a maior porção da
lagoa. Estende-se desde o Boqueirão até a
enseada de Ponte dos Leites;
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Enseadas
A
lagoa de Araruama é formada por 12 enseadas.
A maior delas chama-se Tucuns e a menor Palmeiras.
ENSEADAS
DA LAGOA DE ARARUAMA
|
ENSEADA
|
LOCALIZAÇÃO
|
CARACTERÍSTICAS
|
|
Ponte
dos Leites
|
Araruama
e Saquarema
|
Parte
sul chama-se enseada de Praia Seca.
É limitada pelas pontas do Anzol e das
Cabras
|
|
Convento
|
Araruama
|
Limitada
pelas pontas do Antunes e das Coroinhas
|
|
Parati
|
Araruama
|
|
|
Iguabinha
|
Araruama
|
|
|
Iguaba
|
Iguaba
Grande
|
|
|
São
Pedro da Aldeia
|
São
Pedro da Aldeia
|
|
|
Tiririca
(Ingá ou Açaí)
|
Araruama
|
|
|
Rebolo
(Acaíra ou Coroinhas),
|
Arraial
do Cabo
|
|
|
Figueira
(Gaivotas ou do Atalho)
|
Arraial
do Cabo
|
|
|
Tucuns
(Massambaba ou Martins)
|
Arraial
do Cabo
|
Maior
enseada da lagoa
|
|
Maracanã
|
Cabo
Frio e São Pedro da Aldeia
|
A
parte sul é chamada de saco de Perynas
|
|
Palmeiras
|
Cabo
Frio
|
A
parte norte é chamada de saco da Sarita
e a sul de saco de Marta Figueira
|
Fonte:
CILSJ - 2003
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Estreitos
e Canais
Estreitos
são passagens apertadas que conectam enseadas.
Os mais conhecidos são descritos abaixo.
ESTREITOS
DA LAGOA DE ARARUAMA
|
ESTREITO
|
LOCALIZAÇÃO
|
|
Anzol
|
Une
as enseadas de Ponte dos Leites a do
Convento.
|
|
Boqueirão
|
Une
as enseadas de Tucuns e Macaranã
|
|
Baixo
Grande
|
Une
as enseadas do Maracanã e das Palmeiras,
estendendo-se do baixo Grande à ponta
do Ambrósio
|
|
Canal
Palmer I
|
Une
as enseadas do Maracanã e Palmeiras
|
|
Estacada
|
Une
a enseada das Palmeiras ao Canal de
Itajuru
|
|
Canal
Palmer II
|
Une
a enseada das Palmeiras ao Canal de
Itajuru
|
Fonte:
CILSJ - 2003
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Pontas,
Penínsulas e Esporões
Na
margem norte há diversas pontas de natureza
em geral rochosa, sendo que algumas terminam
em curtas projeções emersas de areia. De leste
para oeste contabilizam-se as pontas do Capim,
Mathias, Anzol (Outeiro ou Hospício), Pontinha
(ou ponta do Frei João), da Peça, do Cemitério,
do Antunes, das Bananeiras, das Andorinhas,
do Bico Preto, da Farinha, da Madeira, d’Água,
do Cândido, da Peça, Grossa, dos Cardeiros
(ou Faustina), da Areia, do Maracanã e do
Ambrósio. A mais notável é a península de
São Pedro da Aldeia, que avança 6,5 km no
interior da lagoa e separa as enseadas de
São Pedro e Maracanã, apresentando largura
máxima de 800m. Encontra-se urbanizada em
sua maior parte. Destaque também para as penínsulas
do Areal-Hospício, com 2,5 km de comprimento
e a da Pontinha, que se prolonga por 1,5 km
para dentro da lagoa. Ambas partem do continente
com uma base alargada e também são urbanizadas.
A
orla sul mostra uma das caraterísticas mais
marcantes da lagoa de Araruama, que é a presença
de esporões arenosos, também chamados de pontais
ou ”spits”, que se projetam para dentro
d’água a partir das restingas de Massambaba
e Cabo Frio. Os pescadores chamam de “cordão”
ou “coroa” as partes submersas dos esporões
e os bancos de areia rasos.
A
ação combinada dos ventos e correntes circulares
faz com que os esporões se desenvolvam de
forma semelhante, encurvando-se para oeste.
Todos tendem a alcançar uma ponta da margem
oposta e a alongar-se obliquamente à restinga.
Na restinga de Massambaba, o primeiro esporão
é rombudo, tomado de salinas e em parte urbanizado
(localidade de Praia Seca), apresentando as
pontas das Marrecas, das Cabras e do Ingá.
O quadro abaixo resume as feições dos demais
esporões.
ESPORÕES
|
ESPORÃO
|
RESTINGA
DE ONDE PARTE
|
COMPRIMENTO
(KM)
|
LARGURA
MÁXIMA
(KM)
|
OCUPAÇÃO
|
|
da
Ponta das Coroinhas
|
Massambaba
|
3,5
|
1
|
Urbanizado
na base e com salinas na extremidade
|
|
da
Ponta das Acaíras
|
Massambaba
|
5
|
4
|
Urbanizado
na parte leste próximo a base e com
salinas na extremidade leste
|
|
da
Ponta da Massambaba
|
Massambaba
|
6,5
|
3
|
Ocupado
integralmente por salinas
|
|
da
Ponta dos Macacos
|
Cabo
Frio
|
2,5
|
1
|
Ocupado
integralmente por salinas da Cia Perynas.
Morro dos Macacos na extremidade
|
|
da
Ponta do Costa
|
Cabo
Frio
|
1,5
|
0,65
|
Ocupado
integralmente por salinas da Refinaria
Nacional do Sal
|
|
da
Ponte da RJ 106
|
Cabo
Frio
|
1,25
|
0,5
|
Ocupado
por salina desativada
|
Fonte:
Bidegain e Bizerril – Livro Lagoa de Araruama
- Projeto Planágua SEMADS / GTZ, 2002
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Falésias
As
falésias podem ser encontradas nas proximidades
da foz do rio das Moças e nas pontas do Antunes,
Bananeiras, Andorinhas, Bico Preto, d’ Água
e na costa entre as pontas da Farinha e do
Cândido.
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Praias
A
lagoa possui cerca de 54 praias, relacionadas
abaixo por município.
PRAIAS
DA LAGOA DE ARARUAMA
|
MUNICÍPIO
|
NÚMERO
DE PRAIAS
|
RELAÇÃO
DAS PRAIAS
|
|
Saquarema
|
1
|
Praia
do Barreiro ou da Farofa
|
|
Araruama
|
20
|
Praias
do Areal (ou Enjeitado), do Hospício,
de Araruama, da Pontinha, do Clube Náutico,
dos Amores (ou Cigarra), do Coqueiral,
do Barbudo (ou Ouvidor), do Gavião (ou
Novo Horizonte ou Giz), do Condomínio,
das Bananeiras, do Lake View (ou Geisópolis),
das Espumas, de Iguabinha (ou Peró),
do Tomé, Seca, do Ingá, das Virtudes,
dos Nobres e da Tiririca (ou do Pneu)
(*)
|
|
Iguaba
Grande
|
5
|
Praias
das Andorinhas, de Iguaba, do Sol, do
Ubá e das Carapebas (*)
|
|
São
Pedro da Aldeia
|
19
|
Praias
das Carapebas (*), Linda, do Balneário,
da Tereza, de São Pedro, da Pitória,
do Arrastão (ou Miranda), do Sol, do
Sudoeste, Linda, da Ponta dos Cardeiros,
da Baleia, da Ponta da Areia, do Nordeste,
Brava, dos Pescadores, de Mossoró, Maracanã
e Linda (do Baixo Grande)
|
|
Cabo
Frio
|
7
|
Praias
do Sudoeste (*), do Siqueira, dos Coqueiros,
do Portinho, do São Bento, da Ilha do
Japonês e da Barra.
|
|
Arraial
do Cabo
|
5
|
Praias
da Tiririca (ou Pneu) (*), do Rebolo,
de Figueira, de Monte Alto e do Sudoeste
(*)
|
Nota:
(*) - Praia que abrange mais de um município.
Fonte:
Bidegain e Bizerril – Livro Lagoa de Araruama
- Projeto Planágua SEMADS / GTZ, 2002
As
praias em melhor estado natural são a do Rebolo,
em Arraial do Cabo, seguida da Praia Linda,
situada na extremidade da península de São
Pedro da Aldeia, dentro de propriedade particular.
As mais compridas são a do Sudoeste, que se
estende da ponta dos Macacos às proximidades
do Aeroporto de Cabo Frio, a do Rebolo e a
de Monte Alto. Há três praias com o nome de
Linda e duas chamadas de Sudoeste.
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Ilhas
e Coroas
Na
lagoa de Araruama estão cerca de 10 ilhas
naturais e artificiais, todas de tamanho reduzido,
conforme mostra o quadro a seguir.
ILHAS
DA LAGOA DE ARARUAMA
|
ILHA
|
LOCALIZAÇÃO
|
CARACTERÍSTICA
|
|
Santa
Rita
|
Defronte
a praia de Iguaba
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De
pedra, tem um oratório dedicado a Santa
Rita de Cássia instalado em 1917, além
de um atracadouro
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Cândido
Marques ou Caboclo Pulão
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Em
frente à praia Linda, em São Pedro da
Aldeia
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Plana
e rochosa
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Chico
Marques
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Entre
as praias Linda e do Balneário
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Plana,
unida a Ponta d’ Água por um istmo de
areia
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do
Bajuru
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Em
frente à praia do Balneário
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Plana
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das
Pombas
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Próximo
ao Boqueirão, na enseada Maracanã
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Pequena
elevação rochosa
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Palmer
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Enseada
das Palmeiras
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Pequena
elevação rochosa
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da
Salina Conceição
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Entre
as enseadas Maracanã e das Palmeiras
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Ilha
artificial, parcialmente ocupada por
residências ao longo do canal Palmer.
O restante é salina abandonada
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Do
Anjo ou da Estacada
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Na
entrada do canal de Itajuru
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Ilha
artificial, ocupada por um condomínio
fechado e unida a margem sul do canal
por uma ponte.
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Da
Draga
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No
canal de Itajuru
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Unida
a margem norte do canal. Ocupada por
residências, restaurante, mercado de
peixes, estabelecimentos de apoio a
pesca e atracadouros.
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Do
Japonês
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No
canal de Itajuru
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Sedimentar,
plana e com uma praia.
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Fonte:
Bidegain e Bizerril – Livro Lagoa de Araruama
- Projeto Planágua SEMADS / GTZ, 2002
Há
também uma pequena ilha, situada nas proximidades
da salina Libanesa, em Araruama, cujo nome
não foi obtido. Luiz Palmier em artigo escrito
em 1948 citou nomes diferentes para as ilhas
da lagoa, a saber: Andorinhas, Ferreiros,
Macacos, Pombos, José Leal e Ilhota.
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Obras
Hidráulicas
As
principais obras hidráulicas são os canais
Palmer, do Mossoró e da Cia Nacional de Álcalis;
quatro pontes e diversas valas de salinas.
O canal Palmer foi aberto no
início do século XX pelo engenheiro francês
e salineiro Lerger Palmer para facilitar o
escoamento da produção de sal. É constituído
por dois segmentos. O primeiro, com 500 m,
une as enseada Maracanã e das Palmeiras, enquanto
o segundo, com 700 m, conecta esta enseada
com o canal de Itajuru. Entre 1915 e 1917,
o Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou
obras de dragagem e melhoria do canal, incluindo
a construção de cais, colocação de cortinas
de concreto e molhes de pedra nas extremidades.
Após as obras o canal passou a ter a profundidade
de um metro nas águas mínimas.
O
canal de Mossoró, também construído
pelos salineiros, tem 4 km de comprimento
e liga as enseadas de São Pedro da Aldeia
e Maracanã. Tem largura média de 10m e profundidade
em torno de 0,30m. É alimentado pelas águas
da lagoa e por cerca de 32 l/s de esgotos,
lançados por valões e manilhas na cidade de
São Pedro da Aldeia.
O
canal da Cia Nacional de Álcalis
era utilizado pelas barcaças para o transporte
das conchas entre a lagoa e o porto de desembarque,
situado próximo à fábrica de barrilha. Com
5,5 km, inicia-se na enseada de Tucuns e possui,
na localidade de Camboinhas, uma eclusa constituída
de duas comportas e uma ponte elevadiça. Nas
proximidades do canal encontram-se um escritório
da CNA encarregado da operação da eclusa e
um pátio com sucata. Diversas valas conectam
as salinas com a lagoa de Araruama e esta
com as lagoas de Jaconé Pequena, Vermelha,
Pitanguinha e Pernambuca, com a função de
prover água para abastecimento dos tanques
de evaporação. Há também várias valas
de salinas escavadas paralelamente a orla.
Na
lagoa de Araruama encontram-se quatro pontes.
Três delas atravessam o canal de Itajuru.
A mais antiga é chamada de Feliciano Sodré.
Situa-se em Cabo Frio e faz a ligação do Centro
com o bairro da Gamboa e o Mercado de Peixe
Municipal. Projetada pelo engenheiro dinamarquês
Ostenfeld e construída em concreto armado,
a ponte têm 109 m de comprimento, vão livre
central de 67 metros e face externa de 92m.
A altura do arco mede 12 m no nível médio
da maré. Inaugurada em 15 de julho de 1922
após 7 meses de construção pela empresa Christian
& Nielsen, foi considerada à época a maior
ponte em vão livre do Brasil.
A
segunda ponte, que faz parte da RJ-140, é
chamada de Vitorino Carriço. Une São Pedro
de Aldeia a Cabo Frio. A travessia, de sul
para norte, é feita por um aterro que avança
sobre o espelho d’água seguido por uma pequena
ponte de concreto. Ainda na RJ 140, pouco
depois, tem-se a ponte sobre o canal Palmer.
Por fim, a última ponte liga o Condomínio
da Ilha dos Anjos a margem sul do canal de
Itajuru, em Cabo Frio.
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Fundo
O
fundo da lagoa de Araruama tem a sua forma
moldada ao longo dos anos pelas interações
entre as ondas, correntes e oscilações de
seu nível médio do mar, além de sofrer a influência
das diferentes fontes de sedimento que nela
aportam e das retiradas de sedimentos do fundo
através de dragagens.
Cinco
entidades mapearam o fundo da lagoa e do canal
de Itajuru, produzindo os chamados “mapas
batimétricos”:
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1960
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Folhas
Topográficas Araruama e Cabo Frio, na
escala 1:50.000, mostram pela primeira
vez as curvas batimétricas da lagoa.
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1977
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A
Diretoria de Hidrografia e Navegação
– DHN, do Comando da Marinha faz o levantamento
batimétrico da lagoa (Carta
B – 1.500 – 1 e 2 /77 Lagoa de Araruama.
Escala. 1.20.000 e Folha de Bordo FB
1500 – 2/77, 1978)
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1984
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A
Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
– CPRM, contratada pela Cia Nacional
de Álcalis - CNA, produz diversos mapas
batimétricos nas escalas de 1:50.000
e 1:5.000, inseridos no relatório Projeto
Lagoa de Araruama / Relatório Final
de Pesquisa de Conchas Calcáreas
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1985
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A extinta PORTOBRÁS edita
três 3 Plantas de Sondagem Batimétricas
(Planta 01 – Da Foz do Canal de Itajuru
até a Moringa; Planta 02 – Da Moringa
até o Canal Palmer; Planta 03- Do Canal
Palmer ao Início da Lagoa, levantadas
pela Cia Brasileira de Dragagem)
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1989
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Mauro
Argento e Mônica Coimbra, pesquisadores
da UFRJ, mapeiam o fundo da lagoa utilizando
pela primeira vez imagem de satélite.
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2001
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O CREA/RJ lança a Carta Náutica
da Lagoa de Araruama na Escala 1:50.000.
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Fonte:
A
profundidade média da lagoa é da ordem de
2 a 3 metros, mas apresenta locais onde atinge
até 19 metros, como na enseada de Tucuns ou
Massambaba. Estes poços profundos eram chamados
de “Leão de Dentro” e “Leão de Fora”, segundo
o engenheiro Euvaldo Nina, em relatório de
1923 da Inspetoria Federal de Portos e Costas.
Infelizmente,
apesar do farto material para comparar a profundidade
da lagoa em diversos anos, nenhum estudo realizou
tal tarefa, o que possibilitaria inferir a
taxa de assoreamento. Um simples confronto
da enseada de Ponta dos Leites nos mapas do
IBGE (1960) com os do CREA (2001) permite
concluir que houve uma perda mínima de 1 metro
de profundidade. Em 1960 os locais com profundidades
maiores que 2m dominavam o centro da enseada.
Hoje a profundidade máxima é de 1,2m.
A
morfologia geral do fundo apresenta bacias,
platôs e áreas onduladas, todos cortados por
vales pronunciados. O fundo inclina-se de
modo suave para uma depressão existente ao
longo do eixo maior da lagoa. As áreas submersas
próximas à margem norte mostram uma superfície
ondulada com morros baixos e bancos arenosos
juntos à orla. Na parte sul predomina um relevo
de bacias e platôs, sendo raras as ondulações.
O mais importante acidente do relevo sub-aquático
é a depressão que se desenvolve como um canal,
atravessando a lagoa desde a enseada de Parati
até próximo a Camboinhas, cuja profundidade
máxima é de 8 metros, podendo alcançar até
17 metros. Trata-se provavelmente de um antigo
rio que correu ali quando não existia ainda
a lagoa de Araruama, entre 120 a 20 mil anos
atrás, e o nível do mar estava bem mais baixo
que o atual.
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