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Impactos ambientais
Os quadros a seguir apresentam os agentes
causadores dos impactos na lagoa de Araruama
e uma matriz de identificação de impactos.
AGENTES CAUSADORES DE
IMPACTO NA LAGOA DE ARARUAMA
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AGENTE
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CARATERÍSTICAS
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Volumes elevadas de esgotos domésticos
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São produzidas nas cidades, vilas e povoados da bacia, devido a ausência ou
insuficiência de redes coletoras de
esgoto e de estações de tratamento.
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Escoamento
superficial de áreas urbanas
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Contém,
em geral, todos os poluentes que se
depositam na superfície do solo. Quando
da ocorrência de chuvas, são acumulados
no solo em valas, bueiros, etc., sendo
então arrastados pela drenagem para
os cursos d’água superficiais, constituindo
uma fonte de poluição tanto maior quanto
mais deficiente for a limpeza pública.
|
|
Efluentes
industriais
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Lançados pelas indústrias que não dispõe de sistemas de tratamento, podem
conter, além de matéria orgânica, diversos
tipos de substâncias tóxicas. Chegam
a lagoa através dos rios e valas.
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Efluentes
oleosos
|
São resíduos oleosos que alcançam a lagoa provenientes de postos de gasolina,
oficinas mecânicas, garagens, lavajatos,
marinas e clubes náuticos, bem como
são descartados diretamente na lagoa
pelos proprietários de embarcações.
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Chorume
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Compreende os efluentes líquidos originados pela decomposição da matéria orgânica
contida nos depósitos de lixo situados
na bacia hidrográfica.
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Lixo
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Composto de material sólido pouco ou não biodegradável. Chega a lagoa através
dos rios e canais afluentes ou é lançado
diretamente nas praias pelos freqüentadores
ou na água por pessoas embarcadas ou
residentes em casas e condomínios na
orla.
|
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Transposição
de bacia
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Consiste na transposição ininterrupta de 1m³/s de água da represa de Juturnaíba
para a bacia hidrográfica da lagoa de
Araruama, para abastecimento residencial
e industrial das cidades. Uma parcela
considerável da água transforma-se em
esgoto que se dirige para a lagoa.
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Erosão
dos solos da bacias hidrográfica
|
Degradação
dos solos (ravinas, vossorocas, etc)
da bacia hidrográfica causada pelo desmatamento,
pedreiras e saibreiras dentre outros.
Com as chuvas, lama e areia são arrastadas
para os rios que levam para a lagoa,
onde se assentam.
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|
Retificação,
canalização e dragagem de cursos de
água
|
Obras realizadas para controle de enchentes, dessecamento de grandes áreas
rurais alagadiças ou recuperação de
sistemas de drenagens urbanos.
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Extração
de areia
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Exploração de areia em leitos e margens de rios e canais, para suprimento
do mercado de construção civil
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Retirada
de matas marginais
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Retirada
de florestas das margens dos rios afluentes,
acarretando a erosão das barrancas.
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Ocupação
e aterros das margens do canal de Itajuru
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Estreitamento do canal de Itajuru, única via de troca de águas entre a lagoa
e o oceano
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Armadilhas
Fixas de Pesca no Canal de Itajuru
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Obstáculos que servem para a retenção de sedimentos no canal e dificultam
o acesso de peixes e camarões a lagoa.
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Pontes
mal Dimensionadas
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Ponte Vitorino Carriço entre Cabo Frio e São Pedro, com vãos pequenos e parte
da travessia em aterro, estrangulando
o canal de Itajuru e diminuindo o fluxo
de água.
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Adutora
da PROLAGOS
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Pilares da adutora são obstáculos que servem para a retenção de sedimentos
no Baixo Grande, assoreando-o
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Ocupação
e aterros das margens da Lagoa
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Alterações na morfologia da orla pelas salinas e seus marnéis, construídas
a partir de 1870; transformação de salinas
em condomínios e loteamentos; construção
de residências e hotéis sobre aterro
da orla; construção de estradas na orla
|
|
Implantação
indiscriminada e empírica de obras de
proteção costeira
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Construção de espigões, marachas, muros, sacos de conchas, pneus e obras de
engordamento de praias;
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Implantação
desordenada e empírica de obras de acostagem
|
Implantação de cais de marinas e clubes náuticos, piers, rampas para barcos
de concreto e madeira;
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Manilhas
de redes de águas pluviais adentando
a lagoa
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Servem como obstáculo ao transporte litorâneo de sedimentos.
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Drenagem
e aterros de alagadiços marginais
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Eliminação de alagadiços marginais à lagoa através de drenagem e canalização.
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Exploração
de conchas através de dragagens
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Exploração de conchas pela Companhia Nacional de Álcalis, Indústria Extrativa
Ararauama e dezenas de pequenas dragas.
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Dragagens
do fundo para construção de aterros
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Dragagens para construção de aterros laterais a lagoa, como no caso do aeroporto
de Cabo Frio, criando sumidouros de
sedimentos.
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Dragagem
de foz de rios
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Dragagens para desobstrução de canais e rios afluentes, na zona da foz, com
lançamento do material na lagoa.
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Lavagem
de conchas nas margens
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Executada pelos pequenos extratores, lança toneladas de sedimentos nas áreas
rasas.
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Pesca
criminosa
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É aquela que atinge indiscriminadamente, todos os peixes, nas diversas fases
de seu ciclo, sendo praticada com material
proibido pela legislação, em lugar não
permitido ou no período de defeso
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Sobrepesca
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Consiste na captura de determinadas espécies em quantidades superiores as
capacidades de renovação dos estoques
populacionais.
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Ocupação das restingas
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Exposição de amplas superfícies arenosas das restingas de Massambaba e Cabo
Frio ao vento, devido a ocupação urbana,
permitindo que este transporte areia
para dentro da lagoa, alimentando o
processo de movimentação de sedimentos
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Fonte:
Consórcio Ambiental Lagos São João
MATRIZ DE IDENTIFICAÇÃO DE IMPACTOS E AGENTES CAUSAIS
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IMPACTOS
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AGENTE
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Poluição
Orgânica / Eutrofização
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Diminuição
da Salinidade
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Redução
do Espelho de Água
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Desorganização
Hidrodinâmica e de Movimentação de Sedimentos
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Poluição
por Lixo Doméstico e Hospitalar
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Poluição
por Óleo
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Redução
dos Estoques de Peixes e Camarões
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|
Volumes
elevadas de esgotos domésticos
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X
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|
|
|
|
|
X
|
|
Escoamento
superficial de áreas urbanas
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X
|
|
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|
|
X
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X
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|
Efluentes
industriais
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X
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|
|
|
|
|
X
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Efluentes
oleosos
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|
X
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X
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Chorume
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X
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X
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Lixo
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|
X
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|
X
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|
Transposição
de bacia
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|
X
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|
Erosão
dos solos da bacias hidrográfica
|
|
|
|
X
|
|
|
X
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|
Retificação,
canalização e dragagem de cursos de
água
|
|
|
|
X
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|
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|
Extração
de areia
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|
|
X
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|
Retirada
de matas marginais
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|
|
X
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|
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Ocupação
e aterros das margens do canal de Itajuru
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X
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X
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|
|
X
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Armadilhas
Fixas de Pesca no Canal de Itajuru
|
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|
|
X
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|
|
X
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|
Pontes
mal Dimensionadas
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|
X
|
|
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Adutora
da PROLAGOS
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|
|
X
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Ocupação
e aterros das margens da Lagoa
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|
X
|
X
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|
|
X
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|
Implantação indiscriminada e empírica de obras de proteção costeira
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|
X
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|
Implantação
desordenada e empírica de obras de acostagem
|
|
|
|
X
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|
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Manilhas
de redes de águas pluviais adentando
a lagoa
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|
|
X
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Drenagem
e aterros de alagadiços marginais
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X
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|
|
X
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Exploração
de conchas através de dragagens
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|
|
X
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|
|
X
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Dragagens
do fundo para construção de aterros
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|
X
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|
|
X
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Dragagem
de foz de rios
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|
X
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Lavagem
de conchas nas margens
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|
X
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Pesca
criminosa
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|
X
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Sobrepesca
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|
|
X
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Ocupação das restingas
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|
|
X
|
X
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|
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Fonte:
Consórcio Ambiental Lagos São João
Poluição orgânica / Eutrofização
Durante
décadas a lagoa de Araruama depurou e tratou
gratuitamente e sem alarde toneladas de esgotos
isentos de qualquer tratamento prévio. No
verão de 1997 apareceram os sintomas de colapso:
uma superproliferação de algas em algumas
enseadas assustou a população e os governantes.
Adubadas
pelo nitrogênio e fósforo dos esgotos, toneladas
de algas principalmente das espécies Ulva
sp. Rhizoclonium sp, Cladophora
sp e Chaetomorpha sp acenderam o sinal
vermelho, indicando que a capacidade de depuração
da lagoa havia se esgotado em algumas enseadas.
Várias são os motivos da poluição, mas o principal
é a grande quantidade de esgoto produzida
pela população residente e flutuante e lançada
sem qualquer tratamento.
A
partir dos anos 50 e principalmente depois
de 1974, com a inauguração da ponte Rio-Niterói,
houve um crescimento exponencial dos loteamentos
e condomínios na bacia hidrográfica da lagoa,
em sua grande maioria sem qualquer infra-estrutura
de saneamento. Estudo realizado pelo Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, aponta
que entre 1984 e 1994, houve um crescimento
de 70 % das áreas urbanas dos municípios da
Região dos Lagos. A ocupação se deu de forma caótica.
Prefeituras liberavam os loteamentos sem quaisquer
ou com poucas exigências técnicas, urbanísticas
e ambientais; a empresa estatal concessionária
de água e esgoto eximiu-se de realizar investimentos
em coleta e tratamento de esgotos e os órgãos
ambientais do Estado e dos municípios pouco
atuaram.
Aliado
a isto, em 1977 inaugurou-se a adutora de
Juturnaíba, ampliando a oferta de água na
bacia e, como contrapartida, também o volume
de esgotos. Como conseqüência, hoje há no
total 365 pontos de lançamento de esgoto,
308 dos quais canalizados e 57 a céu aberto,
além de outros 76 pontos de despejo menores
associados a rios e 232 a condomínios. No
canal de Itajuru há 197 pontos de despejo,
sendo 194 canalizados e três a céu aberto.
Uma
enorme carga de esgotos gerada pela população
(a fixa e a flutuante) é despejada diretamente
na lagoa, sem qualquer tratamento prévio.
Na baixa estação, considerando a população
permanente da bacia por volta de 260 mil habitantes
e adotando-se uma produção per capta de 10g
de Nitrogênio/dia e 3g de Fósforo/dia, tem-se
que a carga diária produzida é 2,6 toneladas
de Nitrogênio (N) e 780 kg de Fósforo (F).
Este valor é o potencial máximo de esgotos
lançados na bacia de drenagem, mas não na
laguna, pois parte pode ficar retida em fossas
e no lençol freático.
Admitindo
que 70 % desta carga chega na lagoa através
de valas, tubulações e rios, tem-se uma carga
de 1,82 toneladas de N/dia e de 546 kg
de F/dia. Estudos realizados pela UFF
nos oito principais rios e canais de esgotos
na estação chuvosa, revelaram aportes diários
de 700 Kg de N e 100 Kg de P. O aporte real
estaria entre o valor obtido nas medições
e o estimado com base na população (incluído
os veranistas).
O
Grupo Executivo de Saneamento do CILSJ avalia
que a carga de esgotos que chega na lagoa
de Araruama, na baixa temporada, seja em torno
de 500 l/s, e que em torno de 60 % esteja
concentrada no rio Mataruna (Araruma) e nos
canais do Mossoró (São Pedro da Aldeia), Siqueira
e Excelsior (Cabo Frio). No período de veraneio,
a estimativa é que a carga seja duplicada,
atingindo algo em torno de 1.000 l/s (1m3/s).
As
enseadas de Araruama, São Pedro, Iguaba Grande,
Maracanã e Palmeiras são as mais prejudicadas,
assim como o canal de Itajuru. Além do esgoto
bruto que chega na lagoa, outros fatores tem
agravado o problema.
Um
dos mais importantes é que a maioria das valas
negra e dos pequenos córregos intermitente
foi manilhada e os brejos drenados. Antigamente,
as valas de esgoto atravessavam brejos ou,
em suas margens e calhas, desenvolvia-se uma
vegetação baixa de tabuas, gramíneas, aguapés
e outras plantas de locais encharcados. Na
foz de alguns canais surgiam manguezais. Nos
brejos e na vegetação marginal, processos
físicos, químicos e biológicos concorriam
para a decomposição do esgoto, tais como assimilação
pelas plantas, sedimentação, adsorção e estocagem
na biomassa microbiana, desnitrificação, adsorção
e precipitação,
Assim,
a vegetação funcionava como barreira ou sumidouro
de parcela considerável do esgoto. Estudos
da UFRJ realizados nos brejos ao redor da
lagoa de Imboassica, em Macaé, comprovaram
uma redução de mais de 95 % de Nitrogênio
e Fósforo, e estimaram que somente as tabuas
armazenam, por hectare algo em torno de 711
kg de Nitrogênio e 184 kg de Fósforo. A utilização
de brejos é um sistema de tratamento muito
antigo. Foi empregado pelos Aztecas no México
há centenas de anos atrás. Com o manilhamento
generalizado, os esgotos chegam em estado
bruto na lagoa.
No
período de estiagem, uma parte do esgoto lançado
pelas residências se acumula no leito de pequenos
riachos e valas intermitentes. Ali, são decompostos,
tornando-se nutrientes inorgânicos. Uma parcela
pode chegar ao lençol freático, fato ainda
não estudado na região. Quando chegam as chuvas,
as águas arrastam a sujeira concentrada para
a lagoa. No final dos anos 80, a Prefeitura
adotava um manejo interessante na época de
seca. Com auxílio de máquinas, raspava o material
orgânico do leito dos riachos e levava-os
para o aterro sanitário.
Outro
fator importante foi o estreitamento do canal
de Itajuru. Isto acarretou, como visto anteriormente,
a redução do volume de troca de água com o
oceano. A lenta renovação faz com que a poluição
orgânica fique retida. Especula-se ainda que
as dragagens para extração de conchas levantam
a matéria orgânica estocada do fundo da lagoa,
contribuindo para o enriquecimento da coluna
de água e, por conseqüência, também para a
proliferação de algas. Uma prática nociva
que agrava ainda mais o problema é o despejo
ilegal, nos rios e canais, de material orgânico
extraído de fossas por empresas especializadas.
Esta tem sido uma conduta freqüentemente.
Outras fontes potenciais de poluição ainda
não mensuradas são o chorume dos depósitos
de lixo e as águas das chuvas que escorrem
pelas ruas e calçadas e vão para a lagoa.
Em
suma, a queda da salinidade e a entrada de
nutrientes pelos esgotos, associada à dragagem,
ao elevado tempo de residência da água, ao
manilhamento dos canais e ao estreitamento
do canal de Itajuru, tem causado sérias consequências.
Adubadas
pelo Nitrogênio e Fósforo dos esgotos, as
algas proliferam, desprendem-se do fundo,
formam massas flutuantes e vão dar nas praias
de Ararauama, Iguaba Grande, São Pedro da
Aldeia e Cabo Frio, empurradas pelos ventos
e correntes. Em certas épocas, diariamente,
toneladas de algas mortas misturadas com areia
e argila são retiradas pelas Prefeituras.
O cheiro das algas em decomposição e as massas
flutuantes nas praias afugentam os turistas,
veranistas e moradores. As algas crescem não
apenas próximo às margens, mas também em diversas
áreas entre 2 e 4 metros de profundidade,
inclusive sobre sedimentos com areia grossa,
conchas e seus fragmentos. As algas formam
tapetes que tem em media 3‑5cm de espessura
chegando às vezes a 10 cm dependendo do relevo
de fundo. Buracos e valas na areia são os
sítios preferenciais de crescimento e acumulação
da biomassa de algas.
Nitidamente,
algumas enseadas apresentam sinais de estarem
em processo de eutrofização artificial das
águas. Entende-se por eutrofização o aumento
da concentração de nutrientes, especialmente
fósforo e nitrogênio, nos ecossistemas aquáticos.
Um processo de eutrofização intenso resulta
efeitos nocivos para a qualidade da água (alterações
significativas no pH, concentração de nutrientes
e oxigênio dissolvido em um curto período
de tempo, aumento da concentração de gases
metano e sulfídrico, por exemplo) e sobre
a biota (alterações na diversidade e na densidade
de organismos).
Na
eutrofização, somente uma parte menor da biomassa
produzida é consumida pela cadeia alimentar.
A outra parte morre e torna-se detrito orgânico,
acumulando-se no fundo, como hoje já ocorre
em algumas enseadas. O aumento da oferta de
detrito orgânico no ecossistema, como numa
reação em cadeia, interfere em processos de
grande importância para o metabolismo do ecossistema
aquático, tais como: aumento da taxa de decomposição,
que consome grandes quantidades de oxigênio
da água e o incremento da concentração de
nutrientes, que fertilizam a coluna d'água,
favorecendo o aumento de biomassa das algas.
Neste estágio ocorre intensa formação de gases
tóxicos, como metano e gás sulfídrico, que
além de exalarem odores desagradáveis, possuem
alto grau de toxidade.
Com
isso, haverá uma inversão na cadeia alimentar
da lagoa. As invés da base continuar sendo
os microvegetais do fundo, passará a ser o
fitoplâncton e as macroalgas, como em outras
lagoas costeiras do estado. Haverá redução
na transparência e menos luz no fundo, aumentado
a área de decomposição da matéria orgânica
e, portanto, a demanda biológica de oxigênio,
o que levará a deterioração da qualidade da
água. Isso só não ocorrerá se, paralelamente,
houver aumento da produção secundária de matéria
orgânica pelo zooplâncton e por animais bentônicos,
que consomem as algas e o material orgânico
dos efluentes. Tal aumento é menos provável,
pois os estudos anteriores constataram a baixa
densidade e diversidade de zooplâncton na
lagoa.
Em
casos extremos, poderá ser registrada a queda
vertiginosa de oxigênio, resultando em mortandades
de organismos aquáticos. A falta de oxigênio
é a principal causa da mortandade de peixes,
tendo importância apenas secundária a presença
de outros compostos tóxicos, tais como H2S
e CH4, uma vez que estes são facilmente
transformados por atividade de microrganismos.
A morte de peixes constitui o efeito biológico
mais visível do fenômeno, embora uma grande
massa de outros organismos morram sem que
sejam percebidos.
Além
da redução de estoques pesqueiros, a poluição
por esgoto constitui um risco de contração
de doenças e leva a perda de balneabilidade
de diversas praias, o que pode causar a falência
do setor pesqueiro, do comércio e das atividades
turísticas, gerando grave desemprego. Os cronogramas
das obras de esgotamento, a cargo das concessionárias,
eram extensos demais para as necessidades
urgentes da lagoa. Felizmente, eles foram
revistos.
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Diminuição da Salinidade
Estudos
da UFF tem constatado um decréscimo da salinidade
média da
lagoa de 57‰ para 52‰. A causa atribuída a
este impacto é o incremento do aporte artificial
de água doce causado pela parte do volume
da água de abastecimento distribuída pela
adutora de Juturnaíba, que é transformada
em esgoto e águas servidas e vai dar na lagoa.
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Redução do Espelho de Água
Este
impacto é causado pelos condomínios, loteamentos
e clubes situados na orla bem como pelas salinas.
Apesar dos estudos e projetos elaborados nas
décadas de 70 e 80, o Poder Público Estadual
não demarcou a Faixa Marginal de Proteção,
possibilitando a invasão da orla. O trecho
mais afetado foi o canal de Itajuru, que perdeu
50% de sua área. A privatização da orla, apesar
de ilegal, é observada em vários trechos da
lagoa, em especial na costa de São Pedro da
Aldeia e Iguaba Grande.
A
privatização da orla constitui um privilégio
da elite de veranistas, pois reserva parte
do patrimônio público para o usufruto exclusivo
de proprietários. Grandes marnéis situados
nas enseadas de Tucuns e Maracanã também são
responsáveis pela redução do espelho de água.
Cabe salientar que nos anos 80 e 90 a SERLA
e a FEEMA empreenderam diversas ações que
resultaram na demolição de obras no interior
das faixas marginais.
Os
seguintes tópicos resumem a ocupação ilegal
da orla e seus efeitos:
·
transformação de salinas em loteamentos, com apropriação ilegal
de áreas públicas (espelhos de água antigos
da lagoa e terrenos reservados) e destruição
de áreas de dunas e restingas;
·
descaracterização da paisagem
por parte de clubes náuticos, marinas, restaurantes,
bares, hotéis e casas de condomínios e loteamentos
de segunda residência;
·
aterros com a finalidade de
aumentar áreas para construção de casas ou
formação de condomínios, como no canal de
Itajuru, reduzindo as trocas de água;
·
instalação de estaleiros e de
grande quantidade de pilares de diques e portos,
que favorecem a assoreamento, como no canal
de Itajuru;
·
construção de quiosques na orla
sem qualquer padronização, via de regra sem
preocupações sanitárias e por vezes com piers;
·
retirada da cobertura vegetal
original seguida de plantio de vegetação exótica,
tais como casuarinas e amendoeiras, ou ocupação
da margem por parte de ervas invasoras;
·
eliminação de árvores que servem
de ninhal de aves aquáticas;
·
drenagem de brejos e banhados
salgados marginais, privando a fauna de um
ecossistema importante;
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Desorganização Hidrodinâmica e de Movimentação de Sedimentos
A lagoa de Araruama
encontra-se com vários segmentos de sua orla
e fundo danificados. As obras e demais intervenções
nas margens e as alterações da topografia
do fundo da lagoa tem acarretado mudanças
nos processos de circulação da água e de transporte
e acomodação de sedimentos. As alterações
na topografia do fundo provocam mudanças na
altura das ondas geradas por vento, nos processos
de refração de ondas e, em última a análise,
no transporte de sedimentos ao longo das margens.
Os
problemas mais evidentes são:
·
instabilidade de praias (erosões
e mudanças de tipos de sedimentos);
·
buracos que atuam como sumidouros
de sedimentos;
·
assoreamento da lagoa devido
ao crescimento acelerado dos esporões;
·
perda de profundidade de canais
estreitos como Boqueirão, Estacada e Baixo
Grande;
·
Redução do volume de entrada
de maré, devido ao estreitamento e assoreamento
do canal de Itajuru;
·
diminuição da entrada de cardumes;
As
causas dos problemas observados são:
·
Alterações seculares na morfologia
da orla iniciadas pelas salinas a partir do
final do século XIX e continuadas pelos loteamentos
e condomínios;
·
Marnéis secionado o espelho
de água da lagoa;
·
Exploração de conchas através
de dragagens, desde 1940;
·
Dragagens para construção de
aterros, como no caso do aeroporto de Cabo
Frio;
·
Dragagens para desobstrução
de canais e rios afluentes, na zona da foz;
·
Construção da ponte da RJ-140
em Cabo Frio, reduzindo drasticamente a seção
hidráulica devido ao aterro;
·
Estreitamento do canal de Itajuru;
·
Implantação indiscriminada e
empírica de obras de proteção costeira, tais
como espigões, marachas, muros, sacos de conchas,
pneus e obras de engordamento de praias;
·
Implantação desordenada e empírica
de obras de acostagem (cais de marinas e clubes
náuticos, piers, rampas para barcos de concreto
e madeira);
·
Lavagem de conchas nas margens,
por parte dos pequenos extratores;
·
Pilares da adutora de Juturnaíba,
da Pró-lagos, que atravessa a lagoa;
·
Manilhas de redes de águas pluviais
posicionadas por sobre as praias e adentrando
o espelho de água;
·
Exposição de amplas superfícies
arenosas das restingas de Massambaba e Cabo
Frio ao vento, devido à ocupação urbana, permitindo
que este empurre areia para dentro da lagoa,
alimentando o processo de movimentação de
sedimentos.
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Poluição por Lixo Doméstico e Hospitalar
O
lixo chega a lagoa das seguintes formas: (i)
lançado pelos rios e canais afluentes,
que nele chegam ao serem arrastados pelo escoamento
superficial das águas de chuva ou despejados
pela população e pelas unidades hospitalares
e (ii) lançado diretamente na água
ou nas praias por proprietários, empregados,
veranistas e usuários de embarcações de lazer
e de pesca, que despejam garrafas, latas e
detritos.
Uma
parcela é recolhida pelas Prefeituras enquanto
outra afunda e se assenta no sedimento. Os
rios lançam grandes quantidades de lixo como
garrafas e sacos plásticos e outros detritos
que flutuam na água e vão dar nas praias ou
se depositam no sedimento. Além de poluição,
depreciam a paisagem e atraem moscas e ratos,
contribuindo para afugentar os turistas. A
rede hospitalar e ambulatorial de Cabo Frio,
São Pedro D’Aldeia e Araruama também lança
efluentes na laguna.
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Poluição por Óleo
A
lagoa recebe cargas oleosas variadas, oriundas
de piers de clubes náuticos, de embarcações
de lazer e de pesca ou do despejo pelos rios.
Os piers dos clubes náuticos constituem fontes
de poluição de óleo devido à inexistência
de caixas separadoras de água e óleo (SAO).
Assim, as chuvas lavam os pisos e arrastam
óleo para o espelho d’água.
Operadores
de embarcações de lazer e de pesca costumam
efetuar o descarte de óleo diretamente na
água. Pelo fato de ser crônico, isto pode
acarretar a morte de organismos do plâncton
e larvas e ovos de peixes. Pelos rios e valas
de drenagem chegam as cargas de óleo e graxa
lançadas pelos postos de serviço, lavas-jatos,
oficinas mecânicas, garagens de ônibus e indústrias
sem sistemas de tratamento, que não dispõe
de caixa de retenção de resíduos sedimentáveis
e de separador água e óleo.
Releva
mencionar que no México, os efluentes oleosos
de postos de serviço foram enquadrados como
resíduos perigosos. Estão realizando um projeto
piloto na capital visando o reuso, abrangendo
todas as fases e atores envolvidos (oficina,
transportador e reciclador). As campanhas
educativas empregam um dado interessante.
Na área piloto, estima-se que sejam descartados
cerca de 300 mil litros/mês, o que contamina
300 milhões de litros de água potável. Usam
uma relação em que cada litro de óleo usado
contamina 1 milhão de litros de água potável.
Um aspecto pitoresco que vale a pena comentar
é que os cartazes do projeto utilizam modelos
seminuas. Foi realizada uma pesquisa que constatou
que esta era a melhor forma de sensibilização.
De fato, pôsteres de mulheres nus são um padrão
decorativo das paredes de oficinas mecânicas
e postos de gasolina.
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Redução dos Estoques de Peixes e Camarões
A
redução dos estoques de peixes é devida principalmente
a sobrepesca e as alterações do habitat. Em
algumas enseadas, como a Maracanã, o excesso
de ganchos capturam um número elevado de peixes.
As armadilhas fixas ou as redes em canais,
como o Boqueirão, Palmer, Baixo Grande, Estacada
e Itajuru impedem a entrada de cardumes na
lagoa. No caso dos camarões, a sobrepesca
é devida as redes de tróia (arrastões efetuado
a pé) e principalmente redes ilegais, com
malhas de 8 ou 10mm. O assoreamento de canais
estreitos, como por exemplo no Baixo Grande,
é um fator prejudicial ao trânsito de cardumes
devido à reduzida profundidade. A destruição
de alguns refúgios biológicos pelas dragagens
é um fator que pode também ter contribuído.
Os pescadores artesanais são os que mais sofrem
com este impacto.
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