Regiões e Bacias Hidrográficas

 

Biodiversidade

Os distintos tipos de habitat da lagoa favorecem a existência de diversificadas comunidades de animais e plantas. Suas margens apresentam diferentes habitats naturais como rochas, praias e mangues. Já no leito da lagoa, os seres vivos distribuem-se por diferentes tipos de sedimento e profundidade. A massa d’água forma também distintos habitats em decorrência das variações de temperatura, profundidade, penetração de luz, salinidade, força da corrente, etc. Diversas obras formam ainda habitats artificiais que são colonizados pela fauna e flora. As espécies da lagoa são típicas de estuários e áreas costeiras.

 

Vegetação Perilagunar

A vegetação das margens da laguna pode ser separada em três grupos: (1) vegetação introduzida com fins paisagísticos, (2) vegetação de restinga e (3) vegetação de mangue, já abordadas no item “Morfologia”, quando se fez a descrição da orla.  Infelizmente, não existem estudos que descrevam como era e como esta a flora e a vegetação da orla da lagoa, que possam subsidiar futuros projetos de paisagismo e renaturalização das margens. 

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Plâncton

O plâncton abrange todos os organismos que têm pouca ou nenhuma capacidade de locomoção na massa d’água, ficando dependentes da ação das correntes. Microscópicos, vivem somente na coluna d’água, podendo ser animais (zooplâncton) ou vegetais (fitoplâncton). Alguns animais que vivem fixos no fundo ou tem capacidade de locomover-se na massa de água passam parte de suas vidas no plâncton, geralmente quando ainda são ovos ou larvas. O plâncton serve de alimento para muitas espécies.

Em geral, o fitoplâncton é considerado o produtor primário mais importante nos ecossistemas aquáticos, fato que não se repete na lagoa de Araruama. Contudo, nela a importância do fitoplâncton advém de ser uma fonte alimentar de peixes jovens. A distribuição das espécies do fitoplâncton na coluna d’água da lagoa de Araruama se dá de acordo à ação das correntes, dos ventos e dos teores de nutrientes, dentre outros fatores.

A composição e abundância das espécies estão associadas a atributos como salinidade, temperatura e disponibilidade de nutrientes. Estudos do fitoplâncton realizados pela UFF em 1994 encontraram mais de 80 tipos de microalgas. A densidade de células variou entre o mínimo de 4,103 células por litro, em março, e o máximo de 2,2 x 106 células por litro em maio. A baixa densidade provavelmente é um reflexo da hipersalinidade e da baixa quantidade de nutrientes.   

O zooplâcton pode apresentar uma composição bastante heterogênea, onde se distinguem desde minúsculos animais que vivem permanentemente nesta condição, até organismos que temporariamente fazem parte deste grupo, entre os quais destacam-se larvas e ovos de inúmeros invertebrados e peixes. Seus representantes têm hábitos alimentares diversificados, havendo predominância de herbívoros em termos de biomassa, e se destacam como base da alimentação de algumas espécies de peixes em suas fases pós-embrionárias e adultas, do que decorre a importância de sua manutenção para a produção pesqueira de um ecossistema.

O zooplâncton da laguna de Araruama foi investigado pela UFRJ entre 1993 e 1995. A riqueza de espécies foi considera baixa, uma condição que se relaciona com a baixa quantidade de microalgas (fitoplâncton) e a alta salinidade. O grupo dos crustáceos copépodes foi o mais representativo sendo Oithona oswaldocruzi a espécie mais comum e mais amplamente distribuída, embora sempre em densidade baixa. As demais espécies são pouco freqüentes. As larvas de mariscos, provavelmente do samanguaiá (Anomalocardia brasiliana) foram os mais abundantes, principalmente em março e outubro. Ovos e larvas de peixes foram encontradas em baixíssima densidade e de apenas 5 espécies. A larva de peixe-rei é a mais abundante, representando 95% do total amostrado.

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Vida no fundo

Os seres vivos do fundo, chamado de bentos pelos biólogos, é representado pelos organismos que vivem no sedimento ou que estão estritamente associados a ele. Representantes de quase todos os grupos de organismos marinhos estão presentes, sendo estas divididos, por conveniência, em comunidades bentônicas animais (zoobentos) e vegetais (fitobentos). As comunidades bentônicas são classificadas também em relação ao tipo de fundo que ocupam, a saber: comunidades de substrato duro (ou substrato consolidado) que vivem em fundos ou costões rochosos, e comunidades de substrato mole (substrato móvel ou inconsolidado), associadas a fundos sedimentares, ou seja, areia, lama, etc.

O mais importante componente da cadeia alimentar da lagoa de Araruama são os organismos que vivem no sedimento ou dependem dele. Eles constituem a base da cadeia alimentar da lagoa, além de participarem dos processos de decomposição de matéria orgânica, reduzindo o tamanho de partículas. Colaboram, ainda, na liberação de nutrientes do sedimento para a coluna d’água através da atividade mecânica.

A flora bentônica da lagoa apresenta organismos minúsculos, de vida curta e crescimento rápido. Certas bactérias e algas cianofíceas (Phormidium sp., Oscillatoria sp., and Lyngbya) e diatomáceas chegam a formar "tapetes" de espessura entre 1-3 mm, no fundo das áreas rasas. Mostram-se bem adaptadas ao amplo gradiente de salinidade, uma vez que podem ser encontrados em toda lagoa, cobrindo pedras ou formando crostas sobre o fundo. Um segundo grupo é formado pelas algas maiores ou macroalgas, abrangendo 98 espécies, sendo 35 clorofíceas (algas verdes), 15 feofícea (algas pardas) e 50 rodofíceas (algas vermelhas). A distribuição das macroalgas na lagoa não é homogêneo, com maior concentração de espécies no canal de Itajuru e baixa variedade de formas (menos de 10% do total registrado) nas áreas interiores do ecossistema lagunar.

Proliferações sazonais de algas decorrem das variações de temperatura, luz, salinidade, freqüência de marés diurnas e de ventos fortes. Em geral, o aumento de temperatura e a redução de salinidade induzem um aumento da fotossíntese. O aumento na carga de nutrientes que chega com os esgotos tem conduzido a formação, em pontos localizados, de bancos de algas.

O zoobentos da lagoa de Araruama contém mais de 180 tipos de animais, pertencentes a diversos grupos como esponjas, celenterados (anêmonas), vermes platelmintos e nematódeos; briozoários, moluscos (caramujos, mariscos) e crustáceos, dentre outros. Em substrato duro (costões, pedras, garrafas, etc.) domina a espécie de craca Balanus amphritrite, seguida por outros grupos igualmente comuns, como caramujos (Collisella subrugosa, Siphonaria hispida), mariscos (Brachidontes solisianus) ostras (Crassostrea rizophorae), minhocas poliquetas (Laeonereis culveri, Eusyllis spp.), anfípodes (Cymadusa filosa) e ascídeas (Polyclinus constelatum). Na faixa de praia, o samanguaíá (Anomalocardia brasiliana) é o mais freqüente. Outros animais comuns são o caramujo Neritina virginea, o verme poliqueta Capitella capitata e o carangueijo-ermitão (Pagurus criniticornis).

No leito da lagoa de Araruama, há várias áreas onde ocorre uma concentração da biodiversidade, ou seja, locais em que as algas e invertebrados se apresentam com elevado contingente. Conhecidos pelos pescadores há muito tempo, só recentemente foram identificados pela ciência, que os designou como “Refúgios Biológicos”, individualizados a partir de estudos da ONG Viva Lagoa que reuniu o conhecimento dos pescadores, e sua próprias observações por meio de mergulhos e inspeções de barco. Ricardo Coutinho, biólogo do IEAPM, está concluindo um mapa com a localização mais precisa. Estes refúgios têm uma importância estratégica não somente para a pesca, pois os cardumes vão para lá atraído pela oferta de alimentos, como também para a manutenção da biodiversidade da lagoa. Alguns, devido às dragagens, foram bastante danificados.

Clique aqui para ver as listas de espécies que compõe a biodiversidade da Lagoa de Araruama  

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Camarões

A lagoa de Araruama é um importante criadouro de camarões-rosa (Penaeus brasiliensis e P. paulensis). Estes camarões vivem em regiões arenosas e lodosas nas enseadas de pouca profundidade ou ao longo da costa, formando grandes grupos, principalmente no período reprodutivo. Além de nadar, caminham sobre o substrato. Alimentam-se de pequenos animais ou matéria orgânica em decomposição. O Penaeus brasiliensis, conhecido como camarão rosa, camarão rosa pintado ou camarão pistola é o maior camarão marinho, com peso médio de 150 gramas. Já o Penaeus paulensis (camarão rosa, camarão rosa branco ou perereca) atinge peso máximo de 80 a 100 gramas e 20 cm de comprimento. 

camarão-rosa

Os camarões-rosa desovam no mar, em profundidades de cerca 40 metros ou mais.  Após a eclosão dos ovos, as larvas migram para águas costeiras e, quando atingem a fase de pós-larva, ingressam na lagoa de Araruama pelo canal de Itajuru, aproveitando-se das correntes de maré enchente, no horário noturno. As maiores entradas se dão no outono, havendo um pico menor na primavera. A área mais importante para a sobrevivência dos camarões pequenos é a enseada Maracanã. Os camarões voltam ao oceano com poucos meses de vida, para iniciar sua reprodução. Crescem, portanto, de maneira muito rápida. A volta para o mar ocorre durante as marés vazantes noturnas, entre o quarto minguante e a lua nova.

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Peixes

Os peixes da lagoa de Araruama tem sido alvo de estudos da bióloga Adriana Saad e de associados da ONG Viva Lagoa, visando à produção de tese de mestrado e a proposição de medidas para gerenciamento da pesca. Foram identificados até o momento 39 espécies, que podem ser divididas nos seguintes grupos:

·          Acidentais:

Entram na lagoa acidentalmente, levados pelas correntes de maré. Ex: paru, budião, etc

·          Visitantes Ocasionais:

Entram na lagoa esporadicamente para se abrigar ou a procura de alimento. Ex: Peixe porco, vermelho, badejo, etc

·          Visitantes Freqüentes:

Entram na lagoa quando pequenos em busca de alimentos e segurança, retornando ao mar quando adultos, para se reproduzir. Ex: tainha, saúba e carapicú

·          Residentes

Fecham o ciclo de vida na lagoa, ou sejam, se reproduzem, crescem e morrem

O quadro a seguir apresenta a relação das espécies, mostrando também as áreas em que ocorrem, conforme indicado no mapa de Compartimentos Ambientais da Lagoa.

PEIXES DA LAGOA DE ARARUAMA

FAMILIA

ESPÉCIE

NOME POPULAR

COMPARTIMENTO AMBIENTAL

ÁREA 1

ÁREA 2

ÁREA 3

Uranoscopidae

Astroscopus ygraecum

peixe sapo

   

X

Bothidae

Bothus ocellatus

linguado

X

   

Centropomidae

Centropomus paralelus

robalo

   

X

Carangidae

Decapterus punctatus

carapau

X

   

Pomacanthidae

Pomacantus paru

paru

X

   

Balistidae

Stephanolepis hispidus

peixe porco

X

   

Scianidae

Umbrina coróides

castanha riscada

X

   

Sparidae

Pagrus pagrus

pargo

X

   

Syngathidae

Syngnathus sp

cachimbo

X

   

Pomadasydae

Anisotremus virginicus

salema

X

 

X

Sparidae

Calamus pennatula

cagão

X

X

X

Lutjanidae

Lutjanus jocu

vermelho

X

   

Sciaenidae

Pogonias cromis

perumbeba

X

 

X

Tetradontidae

Sphaeroides testudines

baiacu sem espinho

X

X

 

Diodontidae

Chilomicterus spinosus

baiacu com espinho

X

   

Scorpaenidae

Scorpaena brasiliensis

peixe pedra

X

   

Gobiidae

Bathigobius soporator

maria da Toca

X

   

Sciaenidae

Micropogonias furnieri

corvina

   

X

Gerreidae

Diapterus olisthostomus

caratinga

X

X

 

Sparidae

Diplodus argenteus

marimba

X

   

Carangidae

Caranx latus

pampo

X

X

X

Elopdae

Elops saurus

ubarana

 

X

X

Dactylopteridae

Dactylopterus volitens

coió

X

X

 

Poecilidae

Phalopticus januarius

barrigudinho

X

X

X

Carangidae

Trachinotus carolinus

xerelete

X

X

X

Pomatomidae

Pomatomus saltator

anchova

X

X

X

Gerreidae

Eugerres brasilianus

carapeba

X

 

X

Poecilidae

Poecilia vivípara

barrigudinho

X

X

X

Gerreidae

Eucinostomus gula

carapicu

X

X

X

Exocoetidae

Hemirramphus brasiliensis

bicuda

X

X

X

Mugilidae

Mugil curema

saúba

X

X

X

Sciaenidae

Menticirrhus americanus

papa terra

X

 

X

Mugilidae

Mugil liza

tainha

X

X

X

Soleidae

Achirus lineatus

linguadinho

X

X

X

Clupeidae

Opistonema oglinum

sardinha

X

X

X

Pomadasyidae

Pomadasys corvinaeformis

cocoroca

X

X

X

Jenynsiidae

Jenynsia lineata

barrigudinho

X

X

X

Atherinidae

Xenomelaniris brasiliensis

peixe rei

X

X

X

Gerreidae

Eucinostomus argenteus

carapicu

X

X

X

Fonte: Informações cedidas pela Bióloga Adriana Saad e ONG Viva Lagoa

Observa-se que o canal do Itajuru é a área com maior quantidade de espécies. No corpo principal da lagoa, após o Boqueirão, a salinidade atua como um fator que inibe a presença de 15 das 39 espécies. Entre os peixes, merecem destaque a carapeba, a perumbeba e a tainha.

Perumbeba

Carapeba

A carapeba (Eugerres brasilianus), também conhecida como caratinga, tem o corpo atravessado por estrias longitudinais escuras. Atinge até 40 cm de comprimento e 1,5 kg. Alimenta-se de invertebrados que vivem no fundo, tais como vermes e moluscos. A maturidade sexual do macho é atingida com 12 cm, já a fêmea somente com 14cm. Ë uma das poucas espécies que se reproduz na lagoa.

A perumbeba (Pogonias cromis) ou piraúna é dos maiores peixes encontrado na lagoa de Araruama, podendo alcançar até 15kg. O recorde brasileiro de pesca é de 26,5 kg. Em mar aberto chega a 1,7m e peso de 51 kg, mas o comprimento médio da espécie é de 60 cm. O macho atinge a maturidade sexual com tamanho de 55m e a fêmea com 62 cm. Na época de reprodução, os machos emitem ruídos e ganham uma coloração amarelada. Na lagoa, a perumbeba vive em cardumes próximos ao fundo onde se alimentam de mariscos, peixes e crustáceos.  Não se reproduzem na lagoa.

A tainha (Mugil liza) pode atingir até 1 metro de comprimento, sendo o tamanho médio de 40 cm. Formam pequenos a grandes cardumes que nadam perto da superfície. Muitas vezes são vistas dando saltos fora d’água. Alimentam-se de algas e detritos orgânicos encontrados no lodo e no areia. São migradores e se reproduzem no mar.

Outras espécies importantes: salema, corvina, pampo, ubarana, xerelete, anchova, peixe rei e saúba

Clique aqui para ver as Portarias do IBAMA que regulamentam a pesca na lagoa. 

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Aves

As aves da lagoa de Araruama são típicas de ecossistemas marinhos e de brejos e lagos salobros. Os gaivotões (Larus dominicanus) e as garças pequenas e grandes (Casmerodius albus e Egretta thula), são as aves mais comuns, seguidas pelos biguás (Phalacrocorax olivaceus). 

Brejos e alagados na margem e no entorno da lagoa de Araruama constituem excelente local de descanso e pernoite de aves migratórias e visitantes que setentrionais e meridionais. A maioria das aves da lagoa é residente, realizando basicamente o deslocamento para o pouso coletivo noturno.

Deslocamentos para dormir em grupos continuam até na época de reprodução, participando, por exemplo o macho, enquanto a fêmea cuida do ninho. Diversos ninhais e dormitórios são encontrados na laguna, sendo os mais importantes os manguezais da foz do rio das Moças e do o Porto do Carro, da Ilha dos Pombos, da Ponta dos Pombos e do Morro dos Macacos, localizados no Boqueirão em São Pedro d'Aldeia.

De acordo com estudo do biólogo Marco Antônio do IBAMA, vivem na lagoa de Araruama e arredores as seguintes aves tipicamente aquáticas. 

Muito Comum

biguá (Phalacrocorax brasilianus), garça-branca-grande, Casmerodius albus), garça-branca-pequena (Egretta thula), socozinho, Butorides striatus),  frango-d’água- azul (Porphyrula martinica), jaçanã (Jacana jacana). quero-quero (Vanellus chilensis), gaivotão ( Larus dominicanus), trinta-réis (Sterna hirundinacea), coruja-buraqueira (Speotyto cunicularia) e lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta)

Comum

tesourão (Fregata magnificens), garça-cinza, garça-morena (Egretta caerulea), dorminhoco (Nycticorax nycticorax), gavião-do-mangue (Buteogallus aequinoctialis), saracura (Aramides cajanea), frango-d’água (Gallinula chloropus), batuíra-de-coleira (Charadrius collaris), maçarico (Tringa flavipes), maçarico (Calidris sp), narceja (Gallinago gallinago), freirinha (Arundinicola leucocephala) e garibalde (Agelaius ruficapillus).

Pouca Quantidade

Socó-grande (Nictanassa violácea), socó (Ardea cocoi), colhereiro, garça-rosa (Platalea ajaja ),  martim-pescador-grande (Ceryle torquata ), martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) e ainda dois visitantes setentrionais, a batuíra-de-bando (Charadrius semipalmatus ) e o maçarico-pintado (Actitis macularia ) que passam aqui o verão, fugindo do inveno da América do Norte.   

Fonte: IBAMA.

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Vida Aquática dos Rios Afluentes

A vida aquática dos rios que afluem à lagoa de Araruama bem como dos brejos nunca foi objeto de estudos mais aprofundados.  Os únicos registros de fauna dos rios provêm de amostragens pontuais, nas quais foram identificados pequenos lambaris (Astyanax sp., Hyphessobrycon bifasciatus, H. reticulatus), sairús (Cyphocharax gilbert), barrigudinhos (Phalloceros caudimaculatus, Poecilia vivipara), jundiás (Rhamdia quelen), tamboatás (Callichthys callichthys), acarás (Geophagus brasiliensis) e uma espécie de "banjo catfish" (Dysichthys ihering), sem nome popular local e praticamente desconhecido quanto à sua biologia. Nos brejos de água doce, ocorre uma espécie de peixe anual (Nematolebias whitei ).

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