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Comitê Lagos São João
Ata
da
1ª
Reunião da Câmara Técnica
de Infra-estrutura e Uso do Solo do Sub-Comitê
da Bacia Hidrográfica da Lagoa de Araruama e rio Una -
28/04/06
Às 10 horas e trinta
minutos de 28 de abril de 2006, no auditório da antiga sede da
Prefeitura Municipal de Cabo Frio teve início a primeira reunião
da Câmara Técnica de Infra-estrutura e Uso do Solo, criada pelo
Sub-comitê das Bacias da Lagoa de Araruama e Rio Una, no dia 10
de março, no Clube House, em sua última reunião plenária.
Abertos os trabalhos pelo
presidente, Jailton Dias Nogueira Júnior, coube a mim, Oscar
Tarquínio, redigir a presente ata. A lista de presença confirma
a presença de Oscar Tarquínio (ong A TEIA), Oscar Machado (ong
Pingo Dágua), Marcio Francisco( SEMAAP – SPA), Pedro A. M.
Pequeno (AGENERSA – RJ), Sueli Oliveira (PROLAGOS), Alípio
Villanova (IBAMA – CF), Thais Figueiredo (OAB – CF), Waldemir P.
Demaria ( PMIG), Juarez M. Lopes (PMCF), Nelson P. Mousinho
(PROLAGOS), Jailton Dias Nogueira Jr. (PMCF), Luiz Firmino
(CILSJ).
Abordando o primeiro item da
pauta “antecipação da implantação do sistema de tratamento de
esgoto do Peró/Jardim Esperança e margem esquerda do Itajurú”,
o secretário-executivo do CILSJ informou que a Câmara Técnica
foi criada tendo em vista a vinda de novos empreendimentos para
a região e a demanda por abastecimento de água e esgotamento
sanitário. Firmino propôs que se fizesse análise preliminar dos
empreendimentos. Os representantes da Peró empreendimentos foram
convidados para a reunião, mas enviaram carta esclarecendo que
por motivos outros não poderiam se fazer presentes, embora
manifestassem apoio a iniciativa e disposição de acordar solução
conjunta. A PROLAGOS, informou que já concretizou um projeto com
os pousadeiros de João Fernandes, em Búzios, que pode servir de
experiência para novas parcerias. Firmino afirmou que o objetivo
da CT é fazer com que novos empreendimentos invistam no sistema
regional de saneamento, tanto em termos de abastecimento de
água, quanto esgotamento sanitário, não interessando que estes
diversos empreendimentos façam sistemas individuais. A PROLAGOS
fez um relato sobre a dinâmica de crescimento explosivo das
áreas urbanas e a dificuldade de atendimento da demanda por
serviços de saneamento básico e como é hoje o plano de
atendimento para a área do Peró e margem esquerda. O CILSJ
solicitou à PROLAGOS que avaliasse a mudança no projeto, levando
o Peró para a ETE 2 à ser construída em Jardim Esperança, de
forma a não se esgotar a capacidade da atual ETE Cabo Frio.
Firmino propôs que se deveria solicitar ao Club Med, que
investisse na antecipação da ETE-2 no Jardim Esperança. A
PROLAGOS disse que trabalha com base em plano diretor aprovado
pela atual AGENERSA, e esta obra está prevista para 2013. A
PROLAGOS entende que a PMCF, como poder concedente, deve se
manifestar sobre mudanças no planejamento e execução. Firmino
afirmou que o CILSJ, como “pensador da região”, considera
necessário mudar as idéias diante da dinâmica dos fatos
recentes, “não faz sentido levar esgoto do Peró para a ETE do
Siqueira, se está da está próxima da sua capacidade”. Firmino
afirmou que para ocupar a disponibilidade atual da ETE do
Siqueira, de 100l/seg, seria preferível captar o esgoto dos
valões próximos. Segundo Juarez, o prefeito de CF autorizou
ampla negociação com a PROLAGOS, enfatizando que a Prefeitura
quer investir nos estudos. Firmino insiste na proposta de
solicitar ao Club Med que invista na antecipação da ETE-2 no
Jardim Esperança, com o objetivo de não sobrecarregar a ETE-1.
Juarez reafirma que a PMCF quer investir em projetos e negociar
com os empreendedores. Juarez afirma que a concepção do
saneamento básico tem que mudar, mas propõe fazer isso sem
onerar a PROLAGOS.
A partir deste ponto, duas
propostas foram colocadas em discussão:
A
primeira,
sugere o bombeamento dos efluentes já tratados na ETE do
Siqueira para uma wetland à ser construída no brejão do Jd
esperança, para absorver N e P antes do lançamento no rio Una.
A proposta inclui a construção da ETE-2 com, com lagoa de
estabilização e baixo custo operacional, que seguiria também
para o brejo.
A segunda,
sugere que seria melhor ampliar a ETE-1, levar para ela todos os
efluentes de Cabo Frio, e construir um emissário submarino.
Indagado por Oscar Tarquínio,
Firmino informou que o investimento no emissário de Rio das
Ostras é hoje de 120 milhões, mas estima-se que ao final saia
mais caro ainda.
Ficou acertado pela CT, que sejam
feitos estudos que contemplem as 2 alternativas.
A PROLAGOS entende que é
necessário concluir o Plano Diretor Municipal de Cabo Frio para
iniciar os estudos. Juarez informou que em 3 de maio será
apresentada ao público a primeira parte do Plano Diretor de Cabo
Frio.
A PROLAGOS exigiu que o assunto
fosse encaminhado formalmente à sua Diretoria por documento
escrito do CILSJ e PMCF com anuência da AGENERSA, para que se
proceda à revisão do sistema de Cabo Frio atendendo aos 2
conceitos. Juarez reafirmou que a Prefeitura se dispõe a
contribuir financeiramente nos estudos.
Abordando o segundo item da pauta
“nova adutora de água para a região”, Firmino afirmou que
o Presidente da Prolagos já lhe confidenciou que há necessidade
de nova adutora para atender aos novos empreendimentos. Uma
alternativa seria a PROLAGOS utilizar a disponibilidade de
600l/seg da concessionária Águas de Juturnaíba. Indagado por
Oscar Tarquínio, Nelson Mousinho informou que a PROLAGOS bombeia
atualmente 1100 l/seg e a nova adutora deverá bombear mais 600
l/seg. Firmino informou que na conversa com o presidente da
PROLAGOS, estima-se que o investimento seja de 25 a 27 milhões
de reais. Firmino colocou que a questão crítica é saber quanto a
Prefeitura, PROLAGOS e empreendedores se disporão a investir.
Juarez sugeriu que a PROLAGOS
faça um escopo de concepção com números para apresentar aos
empreendedores. A proposta de Firmino é que os empreendedores
sejam chamados a contribuir no investimento pactuando o acordo e
formalizando somente após a concessão de licenças pertinentes.
“Deveríamos chamar os empreendedores e fazer proposta de rateio
do investimento mediante protocolo de intenções. O acordo só
valeria após a obtenção das licenças”.
Waldemir contestou a concepção de
projeto apresentado pela Prolagos uma vez que o município de
Iguaba Grande não esta contemplado na presente concepção, e o
mesmo vem encarando serias dificuldades no seu abastecimento de
água, até mesmo em áreas já abastecidas e de franca expansão
urbana, na baixa temporada, tendo em vista que em inúmeras
reuniões com a concessionária , poder concedente e população em
geral a Prolagos não apresentou até o prezado momento solução
para regularizar o abastecimento e ainda persiste em afirmar que
vem atendendo as metas da região, não obstante, aos olhos deste
gestor, a Prolagos não se mostrou participativa em ampliar o
abastecimento desconsiderando todo empenho e apoio recebido por
este município. O Sr Nelson Mousinho, representante da
Prolagos, ressaltou categoricamente que o município de Iguaba
Grande é sim pioneiro no apoio total ao combate de perdas e
fraudes e que se mantém participativo, sendo argüido pelo Sr.
Waldemir, o Sr. Nelson informou que a Prolagos esta negociando
os valores referente a compra de água à empresa Águas de
Juturnaíba.
O CILSJ informou que considera
muito ruim para a região que empreendimentos ao receberem uma
negativa da Prolagos quanto a DPA – demanda de possibilidade de
atendimento, busquem soluções individualistas que lançaram mais
P e N na Lagoa, por isso informou que na reunião plena do Comitê
de Bacia, no próximo dia 11 de maio em CF, será debatida a
proposição de estabelecer os níveis mínimos de 0,01 de P e 0,1
de N para lançamento de efluentes na Lagoa de Araruama.
Ficou acertado que o Consórcio
envidará esforços para marcar uma nova reunião da CT com todos
os grandes empreendimentos que estão sendo anunciados para a
região, a saber: 2 em Cabo Frio, 1 em São Pedro da Aldeia e 2 em
Búzios.
Encerrada a reunião, eu, Oscar
Tarquínio, secretário designado, lavrei a presente ata que vai
assinada por mim e pelos presentes à reunião. |