|
PROGRAMA
DE MACRO GESTÃO DA BACIA DA LAGOA DE ARARUAMA
E RIO UNA
A
Lagoa de Araruama depurou durante anos, gratuitamente,
toneladas de esgoto que foram nela lançados. Entretanto, nos
últimos anos, começou a apresentar um quadro de eutrofização:
produção excessiva de algas alimentadas pelo nitrogênio e fósforo
oriundos do esgoto.
Com
o início da atuação do Consórcio, integrando prefeituras,
Estado e ong’s, duas ações fundamentais começaram a ser
viabilizadas: a interrupção da chegada de esgoto à Lagoa, e
o desassoreamento para renovação das águas.
Para
a interrupção do despejo de esgoto na Lagoa, o Consórcio se
empenhou na modificação dos contratos de Concessão das
empresas Prolagos e Águas de Juturnaíba, que privilegiavam o
aumento da distribuição de água sem investimentos de curto
prazo em esgotamento sanitário.
A
partir da repactuação dos contratos, desde o ano de 2002 vêm
sendo construídas nas cidades atendidas pelas Concessionárias,
Estações de Tratamento de Esgoto, estações elevatórias e
um sistema para interceptação do esgoto que hoje chega
diretamente à Lagoa através dos sistemas de drenagem
pluvial.
Esta
ação irá retirar cerca de 75% de todo esgoto e águas
servidas que hoje são despejados na Lagoa, sendo tratados
cerca de 600 litros de esgoto por segundo, o que representa
seis mil carros-pipa de esgoto que deixarão de ser lançados
por dia na Lagoa de Araruama.
Através
de Estudos de Hidrodinâmica foi constatado que a renovação
das águas no interior da lagoa estava comprometida, indicando
a necessidade urgente de ações de dragagem no Canal do
Itajuru e desassoreamento em outros pontos da lagoa.
Os
estudos demonstram que se estas medidas não fossem tomadas, a
lagoa poderia em poucos anos se subdividir em diversas
pequenas lagoas.
Sendo
a única ligação da Lagoa com o mar, o canal do Itajurú é
o responsável pela renovação das águas no interior da
Lagoa e a circulação de peixes.
Objetivando
o início imediato desta obra, o consórcio buscou uma solução
que não dependesse de verbas públicas.
Assim,
a dragagem foi iniciada no canal do Itajurú sob a tutéla da
SERLA, contando com o apoio financeiro e operacional da
Companhia Nacional de Álcalis e das Prefeituras do entorno da
Lagoa.
REVITALIZAÇÃO
DO RIO UNA
O
Rio Una é um dos rios da região que apesar de dar nome à
bacia não está mais perene.
Com
isso enfrenta problemas como o avanço da língua salina
tornando suas águas impróprias para o consumo e para a
agricultura.
O
Projeto de Revitalização do Rio Una consiste em viabilizar a
condução dos efluentes tratados nas Estações de Tratamento
de Esgoto de Búzios, Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, e
Iguaba Grande para córregos e rios, que por gravidade os
conduzirão ao leito do Rio Una.
Este
projeto além de propiciar um ganho ambiental para a Lagoa de
Araruama, que deixará de receber esse volume de água doce,
resolverá o problema da falta de perenidade do Rio,
permitindo ainda a realização de projetos de irrigação nas
áreas rurais, facilitando ações como a do Projeto
Frutificar do Governo do Estado.
>>
Conheça um pouco mais sobre a Recuperação da Lagoa de
Araruama lendo este artigo.
|